Zefira Martinello

 

Casada com Olavo Francelino Machado

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Zefira, uma das filhas de Josephina Fontana e José Martinello, foi uma mulher muito dócil, generosa, humilde e caridosa e uma ótima mãe. Casou-se com Olavo Francelino Machado, quando tinha 17 anos de idade. Eles se conheciam desde criança, pois moravam perto um do outro, cujas terras de seus pais eram extremantes.

 

Apesar de casar muito nova e pouco sabendo da vida de dona de casa, foi aprendendo e dedicando-se aos afazeres de uma boa dona de casa e de uma boa mãe. Mulher guerreira, enfrentou muitas batalhas, sofrimentos e angústias, mas sempre ativa e trabalhadora, quer em casa, como na lavoura, sempre ajudando o marido.

 

Zefira contava que a mãe, Josephina, a ensinou a fazer muitas coisas, mas ela tinha orgulho em dizer que foi a sogra que a ensinou a cozinhar, fazer bolos, broas, a cuidar dos filhos, trocar fraudas e lavar roupas. Era muito prendada na cozinha, fazia muitas comidas gostosas, doces e broas de polvilho, roscas, queijos, polenta e a famosa minestra, que seus 14 filhos comiam e ficavam saciados

Quando recebia visita de seus cunhados, para os filhos era uma festa, porque era a garantia de um bom almoço ou janta, com aquela polenta ou minestra de correr água na boca, juntamente com uma galinhada, queijos e salame, que nunca faltavam na mesa.

 

Uma das preocupações de Zefira era a de passar valores para os seus filhos. Procurava sempre ensinar o que era bom e o que era ruim. Mulher muito devota, todas as noites rezava o terço com os filhos, sentada em volta de uma mesa enorme, depois do jantar. Assim, terminava o dia com a oração do terço e a benção de cada filho antes de irem deitar. Aos domingos não era diferente, além de rezar, Zefira fazia os filhos caminharem por quatro quilômetros para irem à missa em Maracajá. Zefira e o marido, por vezes, iam de charrete.

 

Cuidava muito das roupas dos filhos. Era quem costurava as roupas, vestidos, calças, camisas, casacos, bordava lindas toalhas e lenções para a casa. Mantinha sempre uma boa horta com bastante verdura e sempre limpo em volta da casa. Depois de ter criado todos os seus 14 filhos, Zefira se viu acometida de uma doença, o câncer. Por volta de 1978 apareceu um pequeno tumor, que foi desenvolvendo-se, sem que nada pudesse ser feito. Após uns cinco anos de sofrimento, com apenas 58 anos de idade, não resistiu.

Zefira constituiu esta família numerosa com seu esposo Olavo Francelino Machado, filho de João Francelino Machado e de Maria Elena de Jesus, moradores da comunidade de São Pedro, que na época pertencia ao município de Criciúma e hoje pertence à Forquilhinha.

 

Olavo contava que a mãe de Zefira não queria que ela namorasse com ele porque era brasileiro. Tereza, irmã de Zefira, foi quem convenceu a mãe a aceitar o casamento dela com o Olavo. Além de irmãs, Zefira e Tereza eram muito amigas. Como sabia que a irmã gostava muito do Olavo, contava para a mãe Josephina que Zefira esta se encontrando com o namorado bem perto dela. Como eram vizinhos, se encontravam no pomar, nas cercas, já que eram extremantes. Convencida pela filha, Josephina aceitou o namoro. Com a ajuda do cupido Tereza, o casal de namorados passou a se encontrar aos domingos, depois do terço e nos jogos de futebol, pois Olavo gostava muito deste esporte.

Álbum de Família