Zeferino Martinello

 

Casado com Clélia Ubiali

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Zeferino nasceu dia 25 de janeiro de 1925, filho de Josephina Fontana e José Martinello. Seus pais eram agricultores e foi nesta atividade que Zeferino sempre trabalhou. Zeferino contava que ele e mais amigos iam buscar porcos no costão para fazer a engorda com batata e abóbora e milho. Levantavam de madrugada para cozinhar a batata e a abóbora para tratar os porcos. Só depois de cumprir com esta tarefa iam para a roça trabalhar durante o dia todo. O trabalho era puxado e muito cansativo. A família também tinha engenho de açúcar e de farinha de mandioca.

 

Zeferino casou-se com Clélia Ubiali no dia 27 de setembro de 1947. Tiveram 4 filhos: Maria Zedenei, Maria Zilda, Zelavir José e Francisco. Clélia Ubiali nasceu no dia 29 de dezembro de 1926, na 1ª Linha, Criciúma. Era filha de Francisco Ubiali e Elisa Benedet Ubiali.

 

Zeferino, depois de casado, continuou com o trabalho na agricultura. Plantava milho, arroz, mandioca para o consumo da casa e dos animais que criavam. Deste trabalho tiravam produtos para o consumo da família e para vender: do leite das vacas, faziam o queijo, das galinhas recolhiam os ovos, dos porcos tiravam a banha e a carne e faziam salame.

No inverno, Zeferino, na época da safra da cana de açúcar, fazia o açúcar masacavo, entre outros produtos. A produção do açúcar mascavo iniciava com o corte da cana, que era desfolhada, amarrada em feixes e carregada nos carros de boi até o engenho. A primeira etapa do processo para fazer o açúcar era passar a cana nas moendas para extrair o suco da cana; em seguida colocava-se o suco no forno até dar o ponto do açúcar. No início esta tarefa ficava a cargo do nono José, pai do Zeferino mas, era o Zeferino que cuidava do ponto do açúcar. Além do Zeferino e do pai, tinha mais umas três pessoas para moer a cana.

 

O Zeferino e seu irmão Afonso com suas famílias, faziam sempre juntos as atividades da roça. Eram feitos em conjuntos: as safras do açúcar e a da farinha de mandioca, a limpeza dos pastos para o gado. À noite, entretanto, cada um levava o seu gado para as suas mangueiras.

 

Outra atividade que Zeferino fazia sempre junto com o irmão Afonso era a farinha de mandioca. Tudo começava na roça, arrancando o aipim e carregando nos carros de bois até o engenho. Assim que a carga chegava no engenho, começava o processo para fazer a farinha. A primeira era etapa era a de passar o aipim no ralador, tocado a boi, para tirar a casca. Em seguida, manualmente, eram cortados os pezinhos de cada raiz e lavada num caixão grande com muita água. A etapa seguinte do processo era o cevador, ou seja, ralar as raízes para fazer a massa.

 

O responsável por este processo era o Afonso. Produzida a massa, ela era lavada e coada em balaios pequenos. Feita a lavação, da massa era escorrida com a sua prensagem na prensa, manobrada pelo Hilário. Todo esse processo era realizado no braço. Parte da massa produzida era para fazer o polvilho e com o polvilho faziam-se as deliciosas roscas para o café, no forno da nona Josephina. Era um forno feito de tijolos e barro na rua. Parte da massa, quando saia da prensa, era colocada no forno até torrar. O sistema para mexer a farinha, enquanto torrava, que tinha que ser contínuo e sem parar, era tocado com cavalo. Quem cuidava da farinha era o Afonso, mais tarde o Zeferino assumiu esta tarefa. Produzir farinha de mandioca, como a cana de açúcar, dava bastante mão de obra, mas era muito divertido.

Álbum de Família