Valentina Fontana

Casada com Antônio Maffioletti

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Filha de Francisco Fontana e Anna Gracia Fachin, nasceu no dia 07 de julho de 1927, na localidade de Vila Maria – Nova Veneza/SC. Na sua infância já auxiliava sua mãe nas tarefas domésticas e no cuidado com os irmãos. Aos doze anos costurava para pessoas da comunidade e assim ganhava seu dinheiro. Relatava que fazia a comida em uma panela pendurada por uma corrente e embaixo era feito o fogo, que o chão da casa era de terra.

 

Quando moça saiam em grupos a pé nos locais mais próximos, exemplo: Meleiro, Nova Veneza, Morro Grande e que quase todos os finais de semana a juventude se reunia e faziam bailes, nas casas da comunidade. Foi nesses eventos que conheceu Antônio Maffioletti, com quem namorou e veio a se casar. Antônio nasceu no dia 31 de agosto de 1924, filho de Batista Maffioletti e Judite Scussel.

 

Valentina e Antônio casaram-se no dia 24 de setembro de 1954. Após casada continuava sua vida nas tarefas de casa, costurava para a população da comunidade e ajudava seu marido na agricultura. Antônio trabalhava na construção de casas e de móveis, era marceneiro. Foram morar perto do irmão José Francisco, suas terras faziam extrema.

 

 

Valentina era uma pessoa calma, querida por todos, paciente e guerreira, não falava de ninguém, gostava muito de rezar. Era um pouco fechada, gostava mais de trabalhar do que de conversar. No trato com os filhos era sempre amorosa e preocupada, tinha o hábito de chamá-los de “Belo” e “Bela”. Gostava de cozinhar e fazer seus quitutes como: pé-de-moleque, rapadura, puxa-puxa, borinhas de amendoim e pipoca com açúcar. Ao anoitece pegava o rosário e rezava na companhia de seu marido e filhos.

 

Moravam perto do irmão José Francisco e sua esposa Amélia, sempre se deram muito bem, ajudavam-se mutuamente, pois, José Francisco era que verificava a febre dos filhos de Valentina e também a dele. Conversavam todos os dias com panos brancos nas janelas. Era uma espécie de código. O pano indicava que tinham algum assunto importante a ser tratado.

 

Antônio e José Francisco construíram uma marcenaria, na qual, foi instalado um dínamo tocado a água, onde tiveram a primeira luz na comunidade. Era uma festa ver a lâmpada acender, principalmente para as crianças. Ambos tinham um balcão com todas as ferramentas para fazerem os móveis, carros de boi, etc. Nos dias de chuva eles ficavam trabalhando na marcenaria e as crianças levavam o café da tarde, era muito divertido. Valentina perdoava todos, não tinha magia de ninguém e não admitia pessoas perto dela que falasse mal dos outros. Valentina, sempre devota de Nossa Senhora, era visível por todos, as graças que alcançava com ela e com todos que a rodeavam.

 

Certa vez, seu filho Sinézio, na época com cinco anos de idade, ficou muito doente (diarreia e vômito) e não havia médico por perto, assim como não havia transporte, era noite, nada havia a fazer senão rezar. Ela então se pôs de joelhos em frente a imagem de Nossa Senhora e só saia dali para atender o filho, ao amanhecer, seu marido Antônio e seu irmão José, saíram de carroça para levarem Sinézio no farmacêutico mais próximo, na localidade de São Bento Baixo. Ela ficou rezando o tempo todo. Quando avistou eles voltando, se pôs a chorar, porque pelo curto espaço de tempo eles não teriam chegado no destino do farmacêutico e Sinézio não teria resistido. Contudo, sua fé em Nossa Senhora, foi tamanha, que para sua surpresa, naquela noite, havia chegado um farmacêutico com muitos medicamentos na localidade de São Francisco, na venda do Lavezzo. Antônio e José pararam na venda para trocar as roupas de Sinézio e foram comunicados do novo farmacêutico, que examinou e medicou Sinézio e graças a isso melhorou.

 

Vale lembrar, um dia Valentina estava com seu esposo plantando batata, quando espetou seu pé com algo que a fez desmaiar, sendo carregada para casa pelo marido. Permaneceu, por muitas horas desmaiada em cima da cama, foi tirado as crianças da casa e chamados os pais dela e irmãos, todos estavam rezando e aguardando o que aconteceria. O desmaio foi pela manhã e já era tarde, quando todos estavam rezando dentro do quarto, que Valentina acordou. Assim que acordou, a primeira coisa que disse foi: “Porque não me deixaram lá”. Diz que onde estava era muito bonito, havia flores, tudo era maravilhoso. Valentina sofria de desmaios frequentes sem causa definida. Nunca foi ao médico par verificar a situação.

 

Antônio, seu marido, tinha muitos pesadelos durante a noite, que não deixava ninguém dormir, alegava ter uma bruxa que tentava sufocá-lo, com isto gritava muito. Todos os meses passava uns dias no Hospital de Meleiro, melhorava um pouco e depois começava novamente. Com o marido doente, Valentina contava com a ajuda dos sobrinhos na lavoura. E assim foram vivendo, filhos crescendo até que seu esposo faleceu em 31 de agosto de 1992, com 68 anos de idade. Após viúva, vivendo na companhia dos filhos, sempre muito devota, continuava sua vida rezando para todos que solicitavam. Nunca se entregou, mesmo doente trabalhava. Estava sempre bem e dizia que não queria depender de ninguém, que Deus a levaria desta terra sem precisar de alguém para cuidá-la. Seu pedido foi atendido, pois, Valentina foi ao hospital somente três vezes: 1ª para fazer curetagem (aborto espontâneo), 2ª para ganhar a última filha e 3ª quando veio a falecer. Foi vítima de um aneurisma na veia aorta, faleceu no dia 06 de agosto de 2007, então com 80 anos de idade.

Álbum de Família