Thereza Fontana

Casada com Jocondo José Dal Pont

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informações de Thereza Fontana

Mulher religiosa, reservada e preocupada com tudo e com todos. Assim era Thereza Fontana Dal Pont, filha de Fiorindo Fontana e Maria Benincá. Nasceu em Criciúma, no Bairro Naspolini, no dia 22 de dezembro de 1921, vindo a receber mesmo nome de sua irmã que nasceu em 25 de maio de 1920, mas que havia falecido ainda quando bebê.

 

Hoje, no local onde nascera Thereza reside o seu irmão Elias Fontana. Conforme familiares, ela teve uma infância como todo mundo na época, ajudando os pais em casa. Estudou até o fim do Ensino Fundamental. Era tímida, o que fazia dela uma pessoa reservada e de poucas palavras. Porém, segundo familiares, a timidez era uma virtude, porque sabia escutar e dar conselhos.

 

Casou-se com Jocondo José Dal Pont, filho de João Dal Pont e Virgínia Dinca. Ele nasceu no Bairro Primeira Linha e foi criado no Bairro Segunda Linha, mas ficou órfão de pai e mãe aos 14 anos, indo morar com seu tutor Arquimedes Naspolini. Jocondo trabalhou até 18 anos na serraria e depois na mina de carvão. 

A cerimônia religiosa ocorreu no dia 16 de abril de 1941 (era uma quarta-feira) e foi marcada de muito ‘tagliatelle’, além de nhoque, galinha e verduras, acompanhados de bastante vinho. Como de costume tinha o café da tarde e a janta. A música também não podia faltar e era sempre animada com ‘grapa’ e vinho. Casou-se com Jocondo José Dal Pont, filho de João Dal Pont e Virgínia Dinca. Ele nasceu no Bairro Primeira Linha e foi criado no Bairro Segunda Linha, mas ficou órfão de pai e mãe aos 14 anos, indo morar com seu tutor Arquimedes Naspolini. Jocondo trabalhou até 18 anos na serraria e depois na mina de carvão.

 

Porém, o casamento no civil ocorreu somente no sábado, dia 19 de abril, junto com seu irmão José Fontana. Isso porque achava que dava azar se casassem no religioso os dois num só dia. Eles foram morar no Bairro Naspolini ao lado do grupo escolar de hoje. Em medos de 1945 vieram morar em São Jorge, município de Forquilhinha porque o seu pai Fiorindo tinha comprado uma colônia de terra de seu cunhado Elias Benincá. Foram intimados a mudar-se para essas terras onde viveu até a sua morte em 2006.

 

A casa era grande, de quatro quartos, um quarto em cada canto da casa e uma sala grande no meio que ocupava todo o centro da casa. Na frente, uma área de um metro e meio de largura e o comprimento de toda a casa, e ao lado uma cozinha grande de alvenaria com uma parte de chão batido (onde estava o fogão) para evitar incêndios. A cozinha era ligada a casa por uma porta que saia na área. Atrás uma dispensa ligada a casa. Havia um terreiro e depois o galinheiro, chiqueiro, paiol, estrebarias. A frente tinha um pequeno jardim e tudo isso era cercado com arames farpados. Havia ainda um quintal e o pomar, ao redor era o pasto para o gado.

 

Thereza era muito religiosa e foi a primeira catequista de seus filhos. Aos domingos ia à missa, em Maracajá, de aranha (carroça) com seu marido e filhos e todos os dias rezava o terço com sua família, após o jantar. Fazia ainda parte do apostolado da oração. Ela quem confeccionava as roupas do dia a dia para a família, remendava até quando necessário, fazia todo o serviço de casa e quando sobrava tempo ia ajudar na roça. Criava galinhas, tirava leite, fazia queijo e quando sobrava, vendia, e esse dinheiro era para suas necessidades pessoais, como tintura para cabelos, perfumes.

 

Era uma mulher vaidosa e gostava de se arrumar. Quando ficou viúva em 1981, não usou o preto como de costume na época, usava uma cor mais discreta, como um cinza, marrom claro para sair e nunca usou o lenço que as nonnas costumavam usar. Quando as mulheres começaram a usar calças compridas, não de início, mas foi uma das primeiras senhoras a usá-las em São Jorge.

 

Gostava de escutar rádio, e acompanhar as novelas, primeiro pelo rádio e depois pela televisão. Ia às festas religiosas em São Jorge, Maracajá, São Pedro, visitava os pais sempre acompanhada com um dos filhos. Nos primeiros tempos ia de trem, mais tarde com o ônibus e nos últimos tempos de carro com um filho, pois não sabia dirigir.

 

Magra, alta, de olhos verdes claros, cabelos pretos, pele morena clara como a maioria dos Fontana, Thereza também era muito boa na cozinha. Sabia fazer muitos pratos, além do trivial. Fazia doces, tortas, bolachas, e tinha suas receitas em um caderno de brochuras. Aos domingos então caprichava com suas carnes, massas, maioneses. Na Páscoa decorava os ovos e os enchia com balas, amendoins, pés de moleque e outros quitutes. No Natal escondia os presentes, e só os colocava na árvore na noite de Natal. Chegava a fazer as pegadas do cavalinho do menino Jesus, e seus filhos colhiam um pouco de capim e colocavam em cima da mesa para o cavalinho do Menino Deus.

 

Thereza gostava muito de receber visitas, especialmente de parentes. Ela se desdobrava para que eles se sentissem à vontade, e logo prepara um café com mistura. Se fosse perto do almoço ou da janta a visita não saía sem a refeição. Também gostava de visitar, especialmente, os irmãos. Era uma pessoa muito respeitada pela comunidade e era amiga de todas as senhoras de São Jorge. Encontrava-se nas missas dominicais, nas novenas feitas de casa em casa e nos terços na capela, e se visitavam especialmente quando nascia um bebê. Após aos 35 anos ficou um pouco corcunda assemelhando-se com sua mãe quando idosa - Maria Benincá.

 

Sofreu muito com uma ferida em uma das pernas. Era um problema de varicose, algo que o seu pai tinha e quase todos os seus irmãos também. Eles a consideravam como uma ‘maldição dos Fontana’. Porém nunca se queixou, procurou médicos, benzedores, curandeiros e quando um médico a curou parece que estourou no fígado causando uma hepatite e depois um câncer, o que a levou a morte. Ela faleceu no dia 10 de março de 2006, em sua casa na presença de seus filhos, netos, genro e noras.     

 

Álbum de Família