Rosa Darolt Rosso

Casada com Valentim Rosso

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Filha de Adeodato Darolt e Assunta Fontana Darolt, Rosa nasceu em 28 de maio de 1925, em Criciúma, Santa Catarina. Perante ao juiz de paz, Adão Bosa, casou-se com o viúvo Valentim Rosso, também natural de Criciúma, nascido em 14 de fevereiro de 1917. Valentim é filho de Carlos Rosso e Paulina Cechinel Rosso. O casamento foi realizado no Oficial de Registro Civil Guy Marcos Nunes de Souza, em Urussanga, na época, distrito de Cocal do Sul, registrado na folha 09 do livro de casamentos nº 11, sob o termo nº 1.302. Rosa teve 12 filhos, sendo a mais velha, Valentina, do primeiro casamento do marido, viúvo quando casou-se.

 

Uma das etapas mais importantes que marcou a vida do casal aconteceu em 26 de julho de 1949, quando partiram com seus três filhos pequenos, Valentina, Carlos e Júlio, em mudança para São Lourenço do Oeste. Nona Paulina Cechinel Rosso e os tios Joaquim Fontana e Maria Libera Fontana também foram junto à família de Rosa. Antes de partirem, dona Paulina presenteou o filho com uma caixa cheia de santos, inclusive São Valentim, dizendo: “Portê via tuti i santi par giutar Valentim, porverin”, que significa, levem todos os santos para ajudar o Valentim, pobrezinho.

 

A viagem durou aproximadamente três dias, e Rosa saiu preparada para o tempo em que passariam na estrada, providenciou seis galinhas assadas, um porquinho assado, pães, frutas e outras comidas que garantiram que a família não passasse fome no trajeto. Na carroceria, a família levou seis bolsas de farinha de mandioca e quarenta queijos. Na mudança, também foram as pedras de moer milho para fazer a polenta, que não podia faltar. Valentim construiu em São Lourenço o 1º Moinho de Farinha e a 1ª Serraria de São Lourenço, considerado naquele tempo, um grande marco de progresso e que ainda existe, hoje, em mãos de outros donos.

 

Dona Rosa foi uma mulher atuante ao lado de seu marido, com participação ativa em todas as fases da colonização e emancipação da História do Município de São Lourenço d’ Oeste. Trabalhadora, não tinha artesanato que não sabia fazer com as mãos, confeccionava todas as roupas dos filhos, cama, mesa e banho, bordado, mas o seu preferido era o crochê (cortinas, colchas, trilhos, guardanapos, bicos toalhas, rendas, blusas, jogos tapetes, etc.) os mesmos além decorar com primor a casa, também eram usados para cobrir o altar da Igreja na Santa Missa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Católicos e devotos, hospedavam vigários, padres capuchinhos das missões; ajudaram com amor na construção da primeira igreja fornecendo madeira e mais tarde, na imponente paróquia (alvenaria); sempre dedicados na ajuda ao próximo. Rosa era vaidosa, gostava de acompanhar a moda, vestir-se bem, preferência tailleur em sedas, como ela dizia: era esposa do 1º Vereador; 1º Presidente Câmara Vereadores do Município; Escrivão de Paz; Comerciante; Industrialista; e, Oficial de Justiça do Município por 15 anos, aposentando-se na profissão.

 

Sua vida social era agitada e participativa, sempre eram convidados a ser festeiros da Igreja, ambos gostavam muito de bailes, casamentos, tinham mais de cem afilhados batizados, eram compadres e comadres a perder de vista. Amava viajar, quando Valentim falava que iam descer a Serra, ela já estava com as malas prontas. Apesar da dor e sofrimento na perda de seu esposo Valentim Rosso, que faleceu em 16/07/1984, aos 67 anos, Rosa continuou a mulher e mãe de fibra na administração do lar, bens e orientações aos filhos.

 

Apesar dos seus problemas de saúde, após a viuvez, começou usufruir sua vida no que gostava, visitando os filhos espalhados pelo Brasil, paparicando seus 23 netos e 13 bisnetos, seus irmãos, irmãs, cunhados e cunhadas no litoral Catarinense e parentes de outros estados.

 

Passando os anos e a saúde cada vez mais debilitada, sua filha, Silvana, foi buscá-la no Oeste e trouxe para morar em São José, grande Florianópolis. Não foi fácil convencê-la a mudar-se, pois foi moradora por quase quarenta anos em São Lourenço d’ Oeste, como ela dizia: suas raízes eram lá; mas, vendo ela mesma, os poucos recursos em relação a sua saúde, resolveu concordar com a vinda, onde proporcionaria melhor qualidade de vida a sua saúde.

 

Contava com doze especialistas que a tratavam o que garantiu viver por mais oito anos, falecendo aos oitenta e três anos, em 12 de Novembro de 2008, no NAS Unimed 24hs do Kobrasol, e posteriormente sepultada no Cemitério de Barreiros, São José/SC.

 

 

Mensagem da filha Silvana:

 

“Mãe, que saudade da senhora. Dos nossos passeios, das conversas que sempre tivemos. Do nosso dia a dia, da sua sabedoria, da sua graça, da sua comida saborosa, de sua maneira simples de contar as coisas, da sua presença maravilhosa. Ah! Mãe, quanta falta sinto... Principalmente do seu apoio, do seu ombro, sempre amigo para me encostar. De seus braços que envolventes, me abraçavam. Seus carinhos, guardo-os na memória. Tem dia que sinto sua presença, em qualquer objeto que pego. Ou nas nuvens que vejo pela janela. Penso que pode estar ali, naquela, a me espiar pensando que não a vejo.

Repousa seu corpo, livre de qualquer mácula. Sua memória para mim será sempre altaneira pois ninguém como a Senhora, merece um trono de Rainha em nossos corações. Eu queria que ninguém tivesse seu nome. Queria pronunciá-lo pensando na honradez, na dignidade, na beleza da alma, do caráter. Naquela que tudo fez para seus filhos, para os amigos e que ninguém esquece. Oh! Mãe. Minha Mãe... Rogai a Deus por mim. Peço sua bênção Mãe querida, hoje e sempre. Até o dia do nosso encontro, no plano espiritual em que se encontra. Bênção Mãe... Olhe por mim... Por nós, por todos nós que precisamos”

(Escrita por Silvana Maria Rosso, em São José/SC, 14/10/2014)

Álbum de Família