Maria Fontana

Casada com Artur Mafioletti

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e de outras  informações de Ana Vitória Fontana

Quarta filha do casal Francisco e Ana Gracia Fachin Fontana, Maria nasceu na casa de seus pais, com o auxílio de parteiras, no fia 04 de março de 1930, em Vila Maria, Nova Veneza. Sua infância ocorreu na Vila Maria, estudou na antiga escola de madeira, aonde não chegou a completar o ensino primário, pois precisava ajudar em casa, seus pais e irmãos, nos trabalhos domésticos e na roça.

 

O trabalho era muito duro, pois a família de Francisco e Ana era muito próspera na região, com engenho de casa de açúcar, engenho de beneficiamento de mandioca e serraria, além de plantações, gado, galinhas e porcos. Maria cresceu trabalhando para ajudar a sua família até os 25 anos de idade, quando partiu par trabalhar no Hospital de Nova Veneza, como arrumadeira, durante alguns anos.

 

Casou em 06 de maio de 1961, com 31 anos de idade, com Artur Mafioletti, filho de Batista Mafioletti e Judite Scussel, nascido no dia 30 de julho de 1922, também em Vila Maria. Mudou-se, então, para a localidade de Cúbico, acerca de dois quilômetros de distância da casa de seus pais, onde Artur era sócio, com seus irmãos de uma atafona e uma serraria e uma grande área de terras produtivas e mata para retirar madeira.

 

Começou sua família em uma casa de madeira nova, construída em mutirão por eles e suas famílias. A casa era grande, com telhado de quatro águas e uma grande área (varanda) na frente e outra na parte de traz, uma dispensa para os mantimentos, cozinha, sala e três quartos. Maria era muito trabalhadora e competente e imediatamente começou a por tudo em prática, o que aprendera na casa de seus pais durante a sua infância e vida adulta, até se casar.

 

Possuía várias vacas leiteiras, muitas galinhas, patos, porcos, parreiral de uva, quintal com verduras e legumes e ainda ajudava na plantação de milho, feijão, arroz e outras culturas, que eram necessárias para a subsistência da família. Maria trabalhava muito em todas estas atividades e logo se tornaram fornecedores reconhecidos de ovos, queijo, banha de porco, farinha de milho, vinagre de vinho e madeira para toda a região.

 

Levantava da cama cedo, para tratar da criação que fazia algazarra com fome, toda manhã. Depois disso, preparava o café da manhã e tirava as crianças da cama para mandá-las para a escola, ordenhava as vacas, em seguida colocava as correias para movimentar a atafona, pois iam chegar os clientes em busca de farinha de milho ou a quirela. Recolhia os ovos do galinheiro, fazia o almoço para a família e os camaradas e em mio a tudo isso, atendi os clientes, ia e voltava da roça, ia e voltava do quintal e o dia inteiro em função do trabalho.

 

Em meio a toda a esta atividade começaram a chegar os filhos. O primeiro foi o Leonir, depois o Laide Artur, a Arlete, o Lairto, o Laerte e o Luiz. Assim sua vida seguiu com as dificuldades da época, que eram as enchentes que, de vez em quando, levava seu quintal, inundava o galinheiro, o chiqueiro e a estrebaria, matando a criação, a adversidade de clima que trazia perca para a plantação, as doenças das crianças, a dificuldade para mandá-los para a escola.

 

Maria faleceu em 06 de janeiro de 1978, com 48 anos de idade, vítima de problemas de pressão arterial, depois de várias vindas e idas ao Hospital São Marcos, de Nova Veneza, deixando 6 filhos e o marido. 

Artur casou-se novamente com Jaira Ester da Silva Heleodoro, em 1980, que trouxe o filho Alex da Silva Heleodoro, do primeiro casamento na época, com um ano de idade. A família saiu da Vila Maria para morar em Criciúma, e viveram muitos anos juntos e Artur faleceu em 31 de julho de 2013, deixando 6 filhos naturais e 1 adotivo e 12 netos.