Mª Edith Rosso

Casada com João Laudelino Rosa

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Minha historia começou no dia mais importante para mim, o dia que eu nasci, dia 22 de novembro de 1934, em casa, em Cocal do Sul. Lembro que quando criança íamos para a escola descalça até perto da escola, chegando próximo da escola lavávamos os pés no riacho, secávamos os pés e colocávamos o calçado, eu e meus irmãos.  Era a Escola Professor Padre Shuler, em Cocal do Sul. Estudei até na quarta série de primário  e meu professor foi João da Dajori. 

 

Todos os domingos tinha que varrer o terreiro em volta de casa, com vassoura de mato para depois ir à missa. Também íamos descalços. Lavávamos os pés em um córrego ao lado da estrada, antiga Federal, como era chamada a atual rodovia SC 108, que liga Criciúma à Urussanga. Depois de lavados os pés, colocávamos os calçados e íamos até a Igreja.

 

Durante a semana trabalhava na roça e na olaria, mas na segunda feira lavava toda a roupa da casa, no rio que ficava uns 400 metros longe de casa. Na ida era morro abaixo, o difícil era voltar com o balaio cheio de roupa, morro acima.  

Quando solteira, gostava de andar a cavalo, ir às missas e festas de igreja, na época do carnaval fazer, com as amigas, fantasias e maquiagem de carvão de lenha, imitando as vestimentas dos homens. 

Numa dessas festas de igreja, no dia 16 de julho, festa de Nossa Senhora do Carmo, em linha Torres, conheci o único amor da minha vida, João Laudelino Rosa, namorado, noivo, marido. Casamos no dia 24 de julho de 1953, na igreja matriz de Cocal, com o celebrante padre João Dominoni. Nosso casamento durou até 13 de setembro de 1988, dia do seu falecimento.

 

Quando casei, sai de Cocal e vim morar em Siderópolis, onde moro até hoje. Construímos nossa casa na rua Ildo Rovaris, 120.  Como não existia agua encanada, também saia com a trouxa de roupas sujas e os filhos pequenos, para ir lavar roupa nas fontes de água. Desta união com João Laudelino, nasceram 10 filhos (7 mulheres e 3 homens), que com muito esforço, carinho e dedicação conseguimos cria-los, dando a eles condições de estudar e formar suas famílias. E com orgulho hoje tenho (advogados, professores, empresários, funcionários públicos) que, com a graça de Deus, deram-me os 19 netos e 1 bisneto (próximo bisneto está a caminho). Sinto-me feliz e realizada fazendo o que gosto, cuidando da minha família, casa, quintal e indo todo final de semana à missa.

 

Quando os filhos eram pequenos contava historias ao redor do fogão à lenha, fazendo puxa- puxa. Minha vida hoje é confortável não me falta nada e me sinto uma guerreira por ver toda a trajetória e saber que vencemos. Meu marido veio trabalhar na C. S. N. – Companhia Siderúrgica Nacional –, em Siderópolis dois meses antes do nosso casamento, e quando casamos fiquei morando 10 meses com minha sogra, em Cocal, e o João em Siderópolis. Ele vinha me ver de 20 em 20 dias, de bicicleta. Seu sonho sempre foi estudar os filhos e conseguiu. Por isso, todo o sacrifício valeu.

 

Um fato que marcou essa época, foi uma das vindas de João, de bicicleta, de Siderópolis, para me ver em Cocal do Sul, na casa de sua mãe, onde eu tinha ficado morando, depois do casamento. Como não tinha comunicação, ele veio sem avisar e não me encontrou. Eu tinha ido visitar a minha mãe, que morava mais longe, retirado do centro de Cocal. Como João tinha que trabalhar cedo no dia seguinte, retornou para Siderópolis sem me ver.

 

João nasceu no dia 24 de julho de 1927 e faleceu em 13 de setembro de 1988, no hospital, em Florianópolis, vítima de um câncer no esôfago. Com esforço, meu marido conciliava nossa casa e o trabalho na C.S.N., onde sofreu um acidente, quando um latão estourou e a tampa, com a explosão, bateu em sua perna. Causou um ferimento muito grave e o impossibilitou de trabalhar, gerando sua aposentadoria por invalidez.

 

Após o aposento, me ajudou com os afazeres domésticos e, aos finais de semana, seu passatempo era o carteado com os netos. João era muito amoroso e sua maior qualidade era o cuidado com suas coisas: martelo, enxada, foice. Sempre gentil, João jamais recusara verduras de sua horta aos vizinhos, mas sempre dizia que ninguém mora em cima de pedra, todos podiam plantar e colher.

 

Álbum de Família

Casa antiga

Casa antiga

Nona Julia e bisneto Matheus Furlan

Nona Julia e bisneto Matheus Furlan

Netos gemeos

Netos gemeos

Maria Edith com os netos

Maria Edith com os netos

Maria Edith com os filhos atual.jpg

Maria Edith com os filhos atual.jpg

Maria Edith com os filhos antiga.jpg

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Jo_o Laudelino com os netos.jpg

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Jo_o Laudelino com amigos.jpg

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Com filho e irm_os.jpg

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Casamento de Maria Edith e Jo_o Laudelino.jpg

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Casa atual.jpg

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