José Fontana

Casado com Erina Tereza Vizentin

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José, filho mais velho de João Fontana e Domeniga Possa, nasceu em São Simão, Criciúma, no dia 03 de dezembro de 1928.

 

Quando era criança, brincavam de carrinhos que ele mesmo fazia e colocavam os cachorros para puxar, também trituravam telhas para passar no rosto e diziam que era pó de arroz. Como o alimento era curto, roubava ovos de passarinho para fazer bolinhos. Quem os fazia era sua irmã Tereza, hoje já falecida. Mas fazia escondido quando seus pais saiam de casa. A sopa era servida para os filhos numa bacia no chão e todos sentavam-se ao redor para tomar. Só sentavam à mesa ao meio-dia e comiam que plantavam ou o que produziam como queijo, salame, batata doce mandioca, polenta, ovos, enfim o que plantavam.

 

Sua mãe faleceu quando ele tinha 7 anos de idade. É o mais velho da família. Ela tinha 26 anos de idade. Envenenada pela empregada que pôs veneno de rato na sopa dela. Sua mãe havia dado umas colheradas de sopa para seu irmão Adolfo e Tereza que também passaram mal. O restante da sopa jogou-a pela janela onde uma porca com 5 leitões comeram e morreram. 

 

 

Após 3 meses contou para um sócio da Serraria que era João. A empregada fez isso para se casar com João. Mas seu João casou após 3 meses com Ursula onde tiveram mais 5 filhos Mario, Mafalda, Alberto, Hilda , Irma.

 

Na juventude, com muita dificuldade e sem dinheiro, resolveu sair de casa e foi para o Rio Grande do Sul, com 22 anos juntamente com seu irmão Adolfo, saíram só com a roupa do corpo e mais algumas peças, sem destino. Foram para Caxias do Sul onde ficaram 2 dias num hotel. Depois foram para Otávio Rocha trabalhar nos parrerais. Lá ficou 8 anos na casa dos pais da esposa de Adolfo, a família Trentin. Dois quilômetros onde ele estava morava Erina. Conheceram-se na comunidade de Otávio Rocha e namoraram 2 anos e casaram-se.

 

Erina Tereza Vizentin, nascida em Otávio Rocha, RS, no dia 15 de dezembro de 1931. O namoro era sério, nunca se beijavam e nem pegava na mão, e se punha a mão no ombro ela o xingava. Sua esposa Erina foi criada com seus tios Fiorindo e Hilda Vizentin. Sua mãe, como era mãe solteira e sem condições de cria-la foi doada aos três anos de idade, quando colocada em uma carroça chegando na casa do seu tio, a mãe dela perguntou em italiano “vuto questa toseta que mi não vol pio” (quer esta menina que eu não quero mais). E assim ela teve mais 14 irmãos por parte de criação. Ela era mais velha e ajudou criar todos os irmãos. Seu tio era muito severo e não dava nada para ela. Erina fazia trança para chapéu e sacolas e vendia para comprar seu enxoval. Foi uma mulher muito judiada, trabalhava demais. Por isso dava valor ao capital e economizava muito.

 

No começo do casamento moraram por sete anos de agregados em Otavio Rocha, no Rio Grande do Sul. Em terras gaúchas, tiveram 3 filhos: Ivete, Zaneide, Gilmar. Em 1962, mudaram-se para o Paraná, onde compraram uma colônia de terra com o dinheiro que conseguiram economizar no Rio Grande do Sul, com o trabalho em parreirais e plantio de milho, arroz e trigo. Mais tarde, compraram o primeiro trator com a herança do pai, João Fontana. Com a aquisição deste equipamento, o trabalho passou a render mais. Antes do trator tudo era feito manualmente com enxadas ou com arados de bois e carroças puxadas a cavalos. Com o passar do tempo, José foi conseguindo adquirir mais terras e outras máquinas agrícolas.

 

No Paraná, José e Erina tiveram mais dois filhos: Gilberto e Suzana. O sonho dos pais é poder ajudar os filhos a se encaminharem na vida. Com José não foi diferente. Com o fruto do seu trabalho e, com a ajuda dos próprios filhos, José foi adquirindo e doando terras para os filhos, auxiliando na construção de suas próprias casas e dando oportunidade para que estudassem.

 

Com a sua experiência com o cultivo da uva no Rio Grande do Sul, José e os filhos, começaram a cultivar uvas, formando um pequeno parreiral. Da produção deste parreiral produziram vinho que passou a ser comercializado na região, para auxiliar no sustento da família. José tem um espírito brincalhão e bastante extrovertido. Sempre gostou de dançar, principalmente, de dançar músicas gauchescas. Erina também falava bastante, comunicativa e preocupada com filhos para estudar e dar herança, comercializava os produtos da roça como queijo, ovos e vinhos e também gostava de bailes e festas.

 

Seguindo o costume herdado dos pais, José e Erina, junto com os filhos, rezavam o terço quase todas as noites. A educação que davam aos filhos era rígida e de pouca conversa. Quando os filhos faziam coisas erradas pegavam uma vara de marmelo e castigavam. Mas ensinavam que os filhos tinham que aprender a fazer tudo, estudar e se formar. O passatempo de José era ir, aos domingos, nas capelas das comunidades, participar das missas, festas, reza do terço e dos jogos de futebol. Fazia filó de noite nos vizinhos e tomavam brodo com vinho. Filó era um costume dos imigrantes italianos, que no início da noite se reuniam com os vizinhos para conversarem, rezarem, cantarem, festejavam os aniversários e dançavam à luz de lampião de querosene e ao som de gaita.

 

A comida preferida de José é a tradicional polenta, macarronada, mandioca, batatas, enfim, comida italiana. José é alto e magro. Para trabalhar na lavoura, usava as roupas remendadas até terminar e para passeio calça de tergal e camisa chapéu de pano. Erina também usava saia ou vestidos com calça remendadas. A economia era uma preocupação constante. Os tempos eram difíceis e o dinheiro curto. Preocupado com a educação dos filhos e das demais crianças da comunidade, José fez a doação de terra para construção de uma escola multisseriada com o ensino primário. Os filhos estudaram nesta escola até a quarta série. Nesta escola, também, era rezada a missa, uma vez por mês. Duas filhas são formadas professoras Zaneide e Suzana. Os outros terminaram o ensino médio.

 

A vida de José ficou marcada por alguns fatos e o que mais marcou e é lembrado até hoje, foi a morte de seu filho mais novo em um acidente de moto na lavoura, com traumatismo craniano. Por outro lado, uma de suas alegrias foi a de poder entrar na casa que era sua. A casa é de madeira, tipo sobrado onde ele morou até a morte de sua esposa Erina. Hoje ele mora na cidade com sua filha Suzana. O sítio ainda é dele. Quem está cuidando é sua filha mais velha Ivete. As terras quem está cuidando é seu filho Gilmar. 

 

Erina morreu com 74 anos no dia 09 de Janeiro de 2006 de enfarto em casa, pela manhã ao se levantar, José tirava leite e ela o chamou que estava passando mal e morreu nos braços dele, sem dar tempo de ir ao médico. Neste mês faltavam 18 dias para 50 de casados. José continua vivendo a sua vida, hoje com 86 anos.

 

 

Álbum de Família

José admirando as Cataratas do Iguaçu