José Fontana

Casado com Serafina Darós

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informações de José Fontana

José, filho de Fiorindo Fontana e Maria Benincá Fontana, nasceu em 18 de julho de 1918, em Criciúma – SC. Trabalhou muitos anos em uma serraria onde desempenhava o serviço braçal. E foi durante o casamento de um parente em Criciúma que conheceu Serafina, filha de Antonio Darós e Irene Sônego Darós, nascida em 1919. Ela, na sua juventude, ajudava seus pais nos afazeres domésticos e dava catequese na paróquia de Maracajá. José morava na cidade do carvão e após alguns anos de namoro, casaram-se na igreja de Maracajá. A cerimônia ocorreu no dia 19 de abril de 1941.

 

Após o casamento, moraram algum tempo com os pais dele em Criciúma e depois se transferiram para sua residência em São Pedro, que hoje pertence ao município de Forquilhinha. A partir do matrimônio o casal bem consciente de sua missão enfrentou a vida com muita fé, sacrifício e esperança.

Desta linda união nasceram seis filhos: Valdir Fontana, Valdemar Fontana, Zenaide Fontana, Maria Zuleide Fontana, Zenir Fontana e Lurdes Fontana. José e Serafina dedicaram-se a lavoura onde plantavam feijão, milho, mandioca, melancia e criavam animais, como gado, galinha e porcos. Serafina também vendia ovos e fazia queijo para entregar ao carroceiro que passava em sua casa, assim teria sempre seu próprio dinheiro, que guardava dentro de uma lata. Ela sempre fazia uns queijos bem pequenininhos e guardava os ovos de pata para dar aos seus netos. Ela também fazia vinagre, e para isso, enchia vários garrafões (cinco litros cada) com caldo de cana. Depois guardava algum tempo para fermentar e se tornar aquele vinagre puro e forte como eles gostavam.

 

Serafina era uma mulher muito querida por todos, apesar de sua vida sofrida por causa do trabalho, estava sempre alegre e recebia as pessoas sempre feliz e sorridente. José era uma pessoa mais retraída, séria, resguardada, muito seguro de seu dinheiro, mas de vez em quando soltava alguma piadinha. Não gostava muito da modernidade. Adorava comer minestra com queijo seco e salame, que ele mesmo produzia. Uma comida simples, mas que ele muito apreciava.

 

 

Filhos eram levados para a roça dentro de balaio de palha

Os dois tiveram uma vida bem difícil, de muito trabalho pesado e cansativo, já que a jornada na lavoura era exaustiva. Serafina contava que quando ganhou seus filhos, levava eles para a roça dentro de um balaio de palha. As crianças ficavam embaixo de uma sombra para proteger do sol e o casal ia trabalhar na lavoura. Era um tempo difícil, mas era assim que todos faziam naquela época. Todos cresceram  e começaram a ajudar o casal em casa e na lavoura. Os dois eram elegantes, magros. José sempre de calça social e camisa de manga comprida, jamais usava uma bermuda. Serafina sempre com seus vestidinhos estampados e muitas vezes usava lenço na cabeça. 

 

 

Fatos marcantes

José teve alguns fatos marcantes e tristes em sua vida. Um deles foi quando perdeu a visão de seu olho direito. O fato ocorreu quando estava com seu filho na fabricação de uma cerca de arame. Foi quando um prego saltou e foi  parar no seu olho. Como naquela época não tinha muito recurso, os médicos moravam longe, recorreu ao farmacêutico, mas não resolveu. Com muitas dores ele foi procurar um médico em Criciúma, onde permaneceu internado por alguns dias. Fez um tratamento, colocou um curativo que o médico orientou para não retirar em casa. Para manter firme no tratamento, José ia toda semana a Criciúma retirar o curativo. Cansado de ir e vir, resolveu retirar em casa, foi quando levou um susto, pois o médico havia lhe retirado o olho direito sem seu consentimento. Após o ocorrido o médico o atendeu durante cinco anos sem cobrar um consulta, pois provavelmente temia o ocorrido. José até tentou usar um olho falso de vidro, mas não conseguiu, pois o incomodava muito, então começou a usar óculos com o lado direito escuro para disfarçar.

 

Outro fato marcante em sua vida foi um acidente de cavalo em uma de suas idas e vindas ao município de Maracajá. Como naquela época não tinha veículo, José seguia para Maracajá de carroça, mas um dia, na volta de sua viagem, foi atingido por um enxame de abelhas. Eram tantas abelhas, tantas mordidas que o cavalo acabou morrendo no local e José saiu correndo pedindo ajuda ao seu amigo Bimbo Martinello que, batendo com uma toalha, conseguiu retirar e espantar as abelhas. José teve que ser levado ao hospital e ficou em observação.

 

 

Missa era o lazer do casal

O lazer do casal era ir à missa nas manhãs de domingo. Muitas vezes montados na sua famosa charrete (carroça) - que naquela época chamava de aranha - que puxada pelo seu cavalo chamado Baio. Quem também adorava dar uma voltinha na sua charrete eram seus netos. Reunir a família para um delicioso almoço de domingo também eram um dos prazeres do casal.

 

O casal também pôde vivenciar ao lado de seus familiares a Bodas de Ouro (50 anos de casados), que foi realizada na igreja de São Pedro, em abril de 1991. Na data ocorreu uma grande festa com familiares, amigos, e foi muito divertida.

 

Aos seus 82 anos de idade José sofreu um derrame ficando impossibilitado de andar sozinho. Serafina desenvolveu o Mal de Alzheimer, ficando assim difícil do casal levar sua vida rotineira sozinhos, necessitando de ajuda, pois já com a idade avançada e com problemas de saúde não poderiam mais morar sozinhos. Então decidiram construir uma casa em Forquilhinha, ficando aos cuidados de sua neta, e por lá viveram por mais quatro anos.

 

Serafina faleceu repentinamente em 24 de março de 2004 e José, devido ao seu problema de saúde e a perda de sua esposa querida, veio a falecer em 24 de julho do mesmo ano, ou seja, quatro meses depois. Os dois estão sepultados no Cemitério Municipal de Maracajá.