José Francisco Fontana

Casado com Amélia Mezzari e Laura Zanivan

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e de outras  informações de José Francisco Fontana

José Francisco Fontana, filho de Francisco Fontana e Anna Gracia Fachin Fontana, nasceu em 05 de abril de 1926 no distrito de Cocal do Sul, comarca de Urussanga, onde permaneceu até um ano de idade, depois seus pais se mudaram para a localidade de Vila Maria em Nova Veneza/SC.

 

Com sete anos de idade começou a estudar e cursou até o terceiro ano do primário, não sabia falar português, somente o italiano. Os cadernos eram feitos com papel de embrulho que vinha da venda (mercado) e eram confeccionados por sua mãe.

 

Desde criança trabalhou com a família na lavoura, no engenho de farinha de mandioca, cana de açúcar, e na serraria onde serravam madeiras para fazerem suas casas, e também as comercializavam. Seu brinquedo predileto era bolinha de gude, participou da catequese, fez primeira comunhão e crisma. Na juventude comprou um cavalo, que era seu meio de transporte.

 

Em uma festa na localidade do Rio Morto conheceu a jovem Amélia Mezzari, nascida em 04 de fevereiro de 1928 na Sanga das Pedras, Meleiro/SC. Filha de Francisco Mezzari e Ida de Matia Mezzari  sempre morou e trabalhou na plantação de arroz junto com seus pais. Namoraram por dois anos e casaram no dia 11 de junho de 1949 em Meleiro/SC.

José Francisco recebeu de seu pai um terreno na Linha Pinheiro em Vila Maria. Construiu uma pequena casa, mais tarde adquiriu mais terras e fizeram uma casa grande e tiveram seus 10 filhos, sua economia vinha da agricultura. Seu terreno fazia extrema com o terreno de sua irmã Valentina Fontana, casada com Antonio Mafioletti, sempre foram bons amigos e em uma conversa entre os dois decidiram fazer sociedade e montar uma marcenaria, pois passava em seus terrenos um córrego de água. E assim fizeram na extrema de suas terras a marcenaria, eles mesmos começaram os preparativos para montá-la, fizeram um valo com uma calha para a água cair em cima da roda, que foi fabricada por eles mesmos. Lá eles tinham vários tipos de ferramentas e ainda o circular, a galopa, a plainadeira e outras. Fabricavam carros de boi, mesas, cadeiras, camas, armários e muitos outros produtos. José Francisco gostava muito de trabalhar como carpinteiro, construía casas e seus clientes vinham de longe para fazer suas encomendas, pois era o que ele mais gostava.

 

A família sentiu a necessidade de ter energia elétrica, então surgiu a ideia de utilizar a água para gerar essa energia, compraram um aparelho que transforma a energia mecânica em energia elétrica chamado de dínamo. Esse aparelho foi instalado e fizeram uma rede elétrica, assim a família de José Francisco e Antonio foram os primeiros a terem energia elétrica naquela localidade. O próximo desafio era ligar e desligar a energia, então esticaram um fio de arame que ia da marcenaria até a casa de José Francisco que ficava a uma distancia de 200metros. Jose puxava esse fio que abria uma pequena abertura na calha, onde a água caia sobre a roda, esta girava e produzia a energia para as duas casas. À noite quando iam dormir José Francisco soltava o arame que desligava a energia, e o meio de comunicação entre as duas famílias eram as janelas, se estivessem fechadas significava que a energia podia ser desligada e assim aconteceu por muitos anos. Outro meio de comunicação eram panos brancos na janela.

 

O tempo passou, Antonio faleceu e José continuou seus trabalhos até que foi submetido a uma cirurgia cardíaca de emergência. Como nenhum dos filhos seguiu a profissão de José, a marcenaria foi se degradando, e assim a prefeitura do município de Nova Veneza fez uma reforma e a tornou patrimônio histórico. A cerimônia de reinauguração contou com a presença de autoridades vindas da Itália, foi um dia marcante e de muita emoção. Nós nos orgulhamos muito da historia da marcenaria, pois vivemos nossa infância e juventude brincando naquele lugar. Hoje só fica a saudade e boas recordações. José Francisco sempre foi atuante na comunidade, ia o terço todos os domingos com seu famoso meio de transporte, a  Tobata, foi tesoureiro da igreja por muitos anos e membro do apostolado da oração. Cuidava da manutenção da igreja e do salão de festas onde gostava de jogar canastra e trunfo com seus amigos. Contribuiu parcialmente com a doação do terreno para a construção do cemitério da comunidade.

 

José Francisco era um homem calado e pensativo, tinha personalidade forte, era muito inteligente e dominava a matemática. Sua comida predileta era minestra, mas não faltava a polenta, queijo ovo frito. Gostava de se vestir com calça social e camisa social manga longa dobrada até os cotovelos.

Seu relacionamento com a esposa era de muito amor e carinho, mas Amélia começou a ficar doente 40 dias após nascer seu quinto filho. Amélia ficou internada com epilepsia por mais 40 dias, então a sua pequenina menina de nome Claudete passou a ser criada pelos avós paternos Francisco e Anna Gracia. Amélia era uma mulher de fé e grávida pela sexta vez fez uma promessa de construir uma gruta em honra a Nossa Senhora de Lourdes, nasceu então uma menina que foi batizada com o nome de Lourdes. José Francisco sabendo da promessa conversou com seu amigo José Zanelatto e este se prontificou a ajudar, assim reuniram a comunidade e o Senhor Ermundo Michels doou o terreno para a construção da gruta, que fica localizada na Vila Maria. O empenho foi tanto que em pouco tempo a gruta estava construída e inaugurada no ano de 1960.

 

Amélia ficou curada e teve mais 4 filhos. Em 1973 descobriu o melanoma um tumor na pele que tratou na Santa Casa de Porto Alegre/RS, mas não conseguiu vencer e durou apenas seis meses, vindo a falecer no dia 04 de abriu de 1974 aos 46 anos. Em meados de 2013 a gruta foi reformada e reinaugurada pela comunidade no dia 29 de setembro do mesmo ano, onde Amélia foi homenageada por sua atitude e coragem. Todo ano essa gruta recebe centenas de pessoas e muitas graças já foram alcançadas. José Francisco, então viúvo e com filhos ainda pequenos sentiu a necessidade de ter uma nova companheira. Conheceu Laura Zanivan, nascida em 01 de abril de 1937 em Capão Bonito Criciúma/SC, filha de Victorio Zanivan e Libera Buzanello Zanivan. Sua profissão era costureira e ajudava seus pais na lavoura. Casaram-se em 11 de julho de 1977 e tiveram uma filha. Após doze anos Laura veio a falecer com parada respiratória no dia 06 de abril de 1989, aos 52 anos.

 

José Francisco teve outras duras perdas. No dia 11 de outubro de 1996 seu filho Salésio com apenas 30 anos, vitima de acidente de trabalho. E em 05 de fevereiro de 2005 seu primogênito Hildeberto vitima de infarto aos 55 anos. José Francisco após ficar viúvo pela segunda vez continuou morando em sua residência com a filha Maria e seu genro Neri e dois netos ate sua morte no dia 18 de novembro de 2009 de insuficiência respiratória aos 83 anos.Deixando a saudade da família que era seu bem maior.

 

Álbum de Família

Laura Zanivan

Inauguração Gruta N. Sra de Lourdes

Inauguração Gruta N. Sra de Lourdes

Gruta revitalizada

Gruta revitalizada

Serraria Vila Maria

Serraria Vila Maria

José na tobata com a família

José na tobata com a família

Casa Vila Maria

Casa Vila Maria