José Fontana Darolt

Casado com Celestina Macan

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Como toda família que descende de imigrantes italianos, a vida na terra prometida não foi nada fácil. O trabalho árduo na lavoura, a criação dos filhos e a fé em Deus são os fatos que mais marcaram a história da família de José Fontana Darolt.

 

Nascido em 25 de junho de 1921, Bepe ou Bepão, como era conhecido, constituiu família em Boca do Sertão, atualmente, São Domingos. Casou-se com Celestina Macan Darolt, em 27 de setembro de 1947, com quem teve nove filhos, estes que foram muito bem criados nos costumes católicos e sob os cuidados e educação da nona Assunta. Celestina e José passaram os dois primeiros anos de casado juntos a Assunta até que acertassem os trâmites legais de terras e a construção da casa.

 

Celestina nasceu no dia 14 de agosto de 1925 e é filha de Paulo Macan e Lúcia Darós Macan, que também morava nas proximidades do Morro Albino, onde conheceu o esposo. O casal trabalhava incansavelmente na lavoura para criar a família, mas quem tomava as rédeas dos negócios era mesmo Celestina. Mulher forte e determinada, ainda jovem ia para a roça e delegava as funções dos camaradas na lida do dia-a-dia. 

Os filhos foram chegando e com muito carinho e cuidado eram levados juntos para o trabalho. Celestina conta que colocava um pano na sombra próximo onde estavam trabalhando e ali deixava os filhos ainda bebês. Mais tarde, quando entravam na adolescência, os filhos mais velhos já ajudavam na roça e Celestina podia se dividir melhor nos afazeres domésticos. Uma das atividades que mais gostava era fiar algodão. Enquanto isso, Bepe também trabalhava em outro ramo da família, um pequeno açougue.

 

O lazer do casal era participar dos terços e eventualmente uma festa de igreja em alguma comunidade vizinha. Depois de tanto trabalho para juntar economias, Bepe comprou uma caminhonete, Ford, era um carro de alto valor pra época, o que orgulhou seus filhos, e o recibo está guardado até hoje. Enquanto Celestina determinava as atividades na lavoura, Bepe cuidava do açougue e também saia de carroça para vender mercadorias e fazer eventuais compras que precisavam para a casa. Homem sério e por vezes temido devido ao humor um pouco fechado, Bepe Darolt também gostava de uns tragos.

 

A estatura alta é marca registrada de sua família. José era um homem muito alto e a sua prole não saiu por menos, a maioria dos filhos e netos são conhecidos pela estatura alta, esguia e corpo magro. Outra característica do velho Bepe é que desde novo, uma doença de pele o deixava com as pernas cheias de feridas que nunca cicatrizavam. Isso o incomodava muito e o fazia andar sempre de calças compridas ou então cobria os ferimentos com faixas e meias altas de lã, até mesmo no calor do verão.

 

Quando o assunto é comida, a farinha não podia faltar a mesa. O ingrediente era fundamental em qualquer refeição, mas gostava muito de acompanhar com o feijão. Ao sentar à mesa, Bepe costumava apoiar o braço no joelho, com o pé no assento, sua outra marca registrada que alguns filhos e netos herdaram.

Em decorrência de um AVC, José passou muito tempo acamado. Foram anos sendo cuidado pelos filhos e toda a família. Os olhares e a dedicação tiveram que ser redobrados. Mas, em 8 de fevereiro de 1997, Bepe partiu, deixando a esposa, os filhos e os netos. 

 

“Ainda que com um relacionamento um pouco conturbado devido a sua forte personalidade. Tenho orgulho de termos criado todos os nossos filhos nos costumes dos nossos antepassados e aos trancos e barrancos vivemos 50 anos juntos”, Celestina Macan Darolt.

“Ainda que com um relacionamento um pouco conturbado devido a sua forte personalidade. Tenho orgulho de termos criado todos os nossos filhos nos costumes dos nossos antepassados e aos trancos e barrancos vivemos 50 anos juntos”, Celestina Macan Darolt.