A Imigração


Cartaz que o governo brasileiro utilizava para promover a emigração. 

 

 

Toda história da imigração teve início no século XIX, quando ocorreram grandes modificações políticas e econômicas na Europa. Terminadas as guerras napoleônicas, o Congresso de Viena (1814/1815) estabeleceu arbitrariamente novos Estados, formas de governo e alianças, sem levar em conta a opinião dos povos a eles submetidos.

 

Assim, a Itália viu-se dividida em sete estados soberanos e, como conseqüência, houve o surgimento do ideal de unificação, a qual foi obtida apenas em 1870, graças a Vitor Emanuel II, ao primeiro-ministro Cavour e ao herói da Revolução Farroupilha, Giuseppe Garibaldi. Terminada a luta, o sonho de paz e prosperidade foi substituído por uma dura realidade: batalhões de desempregados e de camponeses sem terras, que não tinham como sustentar suas famílias. A Revolução Industrial na Europa acabou piorando a situação, já que o advento das máquinas provocou a substituição do trabalho humano com muito mais lucro e perfeição.

 

Diante daquele quadro, a solução encontrada pelos trabalhadores foi sair de seu país buscando novas terras inexploradas e ricas. Os governos dos países que buscavam o desenvolvimento faziam propagandas na Itália prometendo terras, utensílios e uma imensa possibilidade de adquirir fortuna num novo país. O governo brasileiro, pelas mãos dos agentes de propagandas, distribuía cartazes anunciando as partidas dos navios saindo do porto de Gênova e prometendo a chegada num país cheio de oportunidades. Mais do que emigrar para o Brasil, os italianos estavam fugindo do seu país.

 

No século XV, colonos receberam terras em usofruto. Eles regulamentaram a exploração de lenhas, castanhas e pastagem. A exploração do terreno era comunitária, organizada com leis severas, que chegavam a proibir blasfêmias, insultos e difamações no local. Em 1800, as terras de Tisoi eram cultivadas, em sua maioria por agregados (raeeiros), com famílias numerosas.

 

Nessa época, o município de Belluno resolveu vender as terras comunitárias, exigindo o pagamento de impostos - o que os colonos nunca haviam feito. Por sua vez, os colonos queriam a indenização pelas benfeitorias. Houve grande confusão, com disputas judiciais e brigas entre famílias. Com isso, quem havia comprado as terras, não pode pagar sua dívida, provocando falências e miséria. Uma das saídas, foi a emigração.

Tisoi, o Berço dos Fontana

 

Foi de Tisoi que saíram os Fontana que vieram para o Sul catarinense. O lugar, fica na Comune de Belluno, uma região plana cercada de montanhas, por onde passa o Rio Piave. Além da agricultura e da produção leiteira, a economia local se destaca por sua indústria ótica.