Hilário Fontana

Casado com Onésia Pereira

Download

Clique no botão ao lado para fazer o

download destas e de outras 

informações de Hilário Fontana

Hilário Fontana, descendente de uma família italiana, filho de Pacífico Fontana e Rosina da Soler, nasceu em Urussanga (SC), no dia 8 de junho de 1934. Cresceu e viveu em São Simão, Criciúma, SC, com mais dez irmãos.

 

Como toda criança da época, brincava pelos pastos, caçando pássaros. Foi alfabetizado na escola do bairro. Começou a trabalhar cedo com seus pais e irmãos na roça. Quando jovem escolheu ser carpinteiro, exercendo esta profissão durante toda a sua vida. Mesmo trabalhando muito, nunca abriu mão da paixão que era a gaita. Este gosto pela gaita o fez um exímio gaiteiro, tendo o seu próprio salão de baile e um bar. Nas tardes de domingo realizava as famosas domingueiras, como também torneios de canastra, e a tradicional galinha com polenta e fortaia. Hilário gostava destes eventos.

 

Conheceu Onésia Pereira, filha de Irineu Pereira e Zeferina Fernandes Pereira, nascida em 26 de outubro de 1937, em Criciúma. Namoraram e casaram-se, construindo um lar e uma família com 3 filhos: Janir, Janice e Joacir Hilário, que herdou o gosto pela gaita. 

Como todo italiano, gostava de uma boa minestra com queijo, como também de participar de uma roda de amigos e ouvir e tocar a sanfona. Hilário Fontana foi um homem simples, católico e honesto, que sempre cuidou de sua família com muito amor e respeito ao longo de sua vida, preocupando-se com o bem estar da comunidade. Foi Presidente da Associação Amigos do Bairro, promovendo a vinda ao Bairro do Ônibus do Governo, para dar assistência medica e odontológica a comunidade. Outro gesto de Hilário em benefício da comunidade foi a doação do terreno para que fosse construído o Cemitério do Bairro, obtendo carinho e respeito de todos.

 

Entre as passagens marcantes na vida de Hilário Fontana, destacamos duas: recém-casado, trabalhando de carpinteiro, chegou o dia do feriado de Santa Catarina, na época que se dizia ser pecado trabalhar neste dia. Hilário, querendo crescer na vida, foi trabalhar no dia de Santa Catarina. No retorno do trabalho, arrebentou a corrente da bicicleta que ele conduzia, no Morro da Mina. Para parar a bicicleta ele quis frear, colocando o pé no pneu. Porém, com a velocidade que a bicicleta ganhou, morro abaixo, o chinelo arrebentou e o pé entrou nos raios da bicicleta, decepando seu dedão na hora (não se brinca com costumes antigos).

 

A outra passagem ocorreu no seu salão de baile, a Sociedade Recreativa 16 de Junho. Num determinado evento chegou um senhor de cor negra para entrar no Baile. Hilário tentou explicar que ele poderia ser hostilizado pelos presentes. É que naquela época ainda não era comum os negros e brancos frequentarem os mesmos bailes. Cada um promovia seus próprios bailes. Depois que Hilário falou, o senhor se identificou como advogado e chamou a polícia para prender Hilário por racismo, que só não foi preso por causa do grande conhecimento e amizade com os policiais. Hilário disse ao advogado que só estava tentando avisá-lo de um costume comum da época, mas o advogado negro tinha ido ao baile, exatamente, para fazer cumprir a lei que proibia a discriminação de raça em qualquer lugar.

 

Hilário, que amava a sanfona, era contra a música eletrônica. Quando surgiu a febre do “Som Mecânico”, ele disse que nunca iria colocar no seu clube, pois acreditava que o verdadeiro valor da música estava na execução ao vivo, por músicos profissionais. Entretanto, abriu mão desta convicção para ajudar um sobrinho de sua esposa que trabalhava neste segmento. Nestas horas, valia mais o princípio de sempre ajudar alguém, do que fazer valer a sua convicção. Hilário faleceu aos 64 anos de idade, deixando sua esposa, filhos e netos, que amava muito e estes levarão para sempre o princípio da integridade, da qual se orgulhava muito.

Álbum de Família