Hercelino José Fontana

Casado com Clara Tramontim

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informações de Hercelino José Fontana

Hercelino José Fontana, filho de Fortunato Fontana e Maria Italia Dal Pont, nascido em Cocal/ Urussanga- SC, no dia 8 de fevereiro de 1928 foi morar com seus pais, ainda pequeno, em Jacinto Machado, na comunidade de Linha Rovaris. Estudou apenas até a 2ª série, pois na época o estudo era pouco valorizado, bastava saber ler e escrever, já deixavam a escola para ajudar os pais. O pouco tempo que estudou deu muito trabalho para a professora, Italiano de forte opinião, certo dia na escola quando foram cantar o Hino Nacional ele e seu amigo, Zeferino Rovaris, começaram cantar em Italiano e jogaram uma batata-doce (que levavam de lanche) na bandeira Nacional. Levaram uma surra com uma régua de madeira e ficaram vários dias de castigo na hora do recreio de joelhos nos grãos de milho.

 

Desde jovem sempre muito trabalhador, tinha muitos amigos que, parceiros de festas e domingueiras, utilizavam como transporte o cavalo. Gostava de usar chapéu, sendo que para o serviço da roça era o de palha e para passeio era chapéu de pano. Muito esperto já estava de olho na vizinha, moça bonita e trabalhadeira, e de família também Italiana, como seu pai queria que fosse. Então não perdeu tempo e no dia 18 de setembro de 1949 casou-se com Clara Tramomtin, filha de Paulo Tramontin e Amália Tramontin. Herdou de seu pai o talento de carpinteiro, sendo ele um dos melhores da época.

No inicio de sua vida conjugal, seu trabalho era na lavoura, plantavam arroz, milho, feijão, café e cana de açúcar. Construiu um engenho para fabricar o açúcar e a tradicional cachaça. Era deste que tirava o sustento de sua família. Com o passar dos anos o talento de carpinteiro falou mais alto, sendo procurado por muitos acabou se dedicando somente a profissão de Carpinteiro. Deixando os serviços da roça para a família, entretanto a lavoura mudou de rumos agora era plantação de banana e fumo. Sua esposa, dona de casa exemplar, além dos dotes culinários, tinha habilidades em desfiar lã das ovelhas para fazer acolchoados para a família, inclusive para enxoval das filhas, também fazia para vender.

 

Não compravam tecidos em metros e sim a peça de tecido inteira, sendo assim todos teriam uma peça de roupa do mesmo tecido.  As filhas moças ganhavam somente dois vestidos por ano de chita e tinha que ser lavado com cuidado pois a estampa do tecido sumia com facilidade, e um deles era reservado exclusivamente para festa da Padroeira Santa Terezinha. Faziam o trajeto de 5 Km a pé com o sapato na mão até um determinado local onde calçavam para ir na missa, passavam dificuldades, porém eram muito felizes, tinham sempre a recomendação dos pais que primeiro a missa para assim a tarde poderem participar das famosas domingueiras. Os passeios que faziam aos domingos à tarde com os pequenos eram na casa dos avós e das comadres.  

 

 

Diretoria da igreja

 

Casal de muita fé, participavam das missas todos os domingos, seu transporte era uma charrete, com passar dos anos a família foi aumentando, já não cabiam todos na charrete, então  comprou a primeira bicicleta, a qual  leva dois filhos e sua esposa ajeitava carinhosamente os outros na charrete.  Era um homem de fé atuante na comunidade, por vários anos fez parte da diretoria da Igreja, sempre fazendo serviços voluntários para a mesma, era conhecido como o melhor churrasqueiro, sempre procurado para as festas. Gostava de jogar canastra e tomar um bom vinho. 

 

Sua comida preferida era polenta, principalmente com leite ou com queijo frito com ovos (fortaia) e salame. Gostava de salada, porém não junto com os outros alimentos, comia primeiro ela, depois o restante.

Hercelino tinha como hábito, conversar com sua esposa na língua Italiana, principalmente quando queriam conversar algum assunto ao qual não queriam que os filhos compreendessem. Sempre morou em terreno rural, na mesma comunidade a qual veio morar quando criança (Comunidade de Linha Rovaris - JM).

 

Muito amigo do Padre Herval Fontanella, certo dia numa das visitas constante que o padre fazia a sua família, foi surpreendido com a doação de um terreno para a Igreja Católica, com a finalidade de construção de uma gruta, com local religioso, área de lazer, campo de futebol, arquibancadas, construção de um salão de festa, churrasqueira, dentre outras benfeitorias, sendo construído pelo próprio Hercelino José Fontana, a então conhecida como “Gruta Nossa Senhora de Lurdes”, sendo ele quem cuidava com muita dedicação da limpeza, conservação e manutenção. O referido local, até hoje é muito visitado pela população.

 

Entre tantas construções feitas por ele podemos destacar algumas, a Escola de Educação Básica Jacinto Machado e o Centro Comunitário de Linha Rovaris. Trabalhou muito tempo na cidade de Maringá no Estado do Paraná, construindo pavilhões para armazenamento da soja e em Cambará do Sul nas fazendas construindo casas e serrarias. 

 

 

De acidententado a devoto de São José

 

Num determinado dia de serviço que parecia normal (dia de São José), estava fazendo um paiol para uma estufa de fumo, caiu de cima e pelo tamanho da gravidade do acidente machucou-se pouco, neste momento ele lembrou-se de São José e cheio de fé fez uma promessa de nunca mais trabalhar neste dia e tornou-se fiel devoto do mesmo. 

 

Hercelino José Fontana, grande homem e grande pai, deixou como exemplo a seus filhos, trabalho, dedicação e honestidade. Católico participante e atuante na religião. No ano de 1996, abateu-se de grande tristeza com o falecimento de sua esposa. Buscou consolo nos 7 filhos, 16 netos e 9 bisnetos, porém nada substitui um relacionamento de 47 anos de união. Para a tristeza maior de seus filhos, no dia 12 de janeiro de 2003, veio a óbito, deixando muita saudade.

 

Álbum de Família

Centro comunitário

Centro comunitário

Gruta Nossa Senhora de Lourdes

Gruta Nossa Senhora de Lourdes

Filhos de Hercelino

Filhos de Hercelino

Trilhando arroz

Trilhando arroz

Família unida no trabalho

O casal

O casal

Casa que Hercelino construiu e criou seus sete filhos, na Linha Rovaris em Jacinto Machado