Fortunato & Teresa

 

 

Construindo uma vida melhor

 

Seguindo o sonho de uma vida melhor, Fortunato Giuseppe veio com seus irmãos construir uma nova vida no Brasil. Os imigrantes escolheram o Sul catarinense para se estabelecer.Fortunato Giuseppe nasceu em Tisoi, Belluno, Itália em 12 de julho de 1867, porém aqui no Brasil era conhecido apenas como Giuseppe ou José. É assim que seu nome está registrado na certidão de casamento, de óbito e no cemitério de São Simão, onde se encontra sepultado.

 

Alguns descendentes afirmam ter ouvido seus pais ou avós comentarem que Giuseppe tinha adotado outro nome no Brasil. Afirmavam que a troca do nome era para esconder a sua verdadeira identidade, já que ele teria fugido da Itália para não servir ao Exército nas guerras de unificação da Itália. Depois de muita pesquisa, os familiares constataram que realmente, no Brasil ele apenas adotara Giuseppe abandonando o Fortunato do nome.

 

Em Criciúma, Fortunato Giuseppe Fontana encontrou e casou com a também imigrante, Teresa Benedet, filha de Lorenzo Benedet e Regina Sonego Benedet. O casamento foi realizado em Criciúma no dia 17 de junho de 1890. O casal teve 10 filhos e sempre morou no bairro São Simão, em Cr­ciúma. Faleceu aos 55 anos de idade, no dia 26 de fevereiro de 1923.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fato Interessante

Quando foi realizada a transferência do cemitério de Criciúma que ficava ao lado do Terminal Central, na década de 60, ao abrirem o túmulo de Teresa constataram que ela estava inteira, como se estivesse embalsamada. Seu corpo e suas vestes estavam intactos mesmo depois de quase 20 anos do seu enterro.

Este fato despertou curiosidade nos familiares e até o padre foi chamado para analisar o acontecimento, pois julgavam tratar-se de um milagre. Após verificar que se tratava de um fenômeno normal, embora não comum, foi feita a transferência do corpo para o Cemitério de São Simão, em Criciúma.

Os corpos do casal Fortunato Giuseppe e Teresa Benedet Fontana estão sepultados no mesmo local, no Cemitério de São Simão.

 

Fé e coragem marcaram a vida de Teresa

 

Sempre com seu lenço na cabeça, característica principal das imigrantes italianas, Teresa foi uma mulher muito religiosa. Freqüentava a missa todos os domingos no centro de Criciúma. Lia a Bíblia e rezava o terço todos os dias. De voz suave e muito calma era realmente uma mulher "prendada". Gostava de costurar e cuidar das roupas da família. Tinha um tear e com ele fazia mantas e tapetes. Desenvolvia todo o processo, desde a elaboração da linha de algodão até a confecção das peças.

 

Era parteira famosa e fazia os partos das mulheres da região do bairro São Simão, fazendo todo o trabalho de forma voluntária, sem cobrar o atendimento. Nunca teve problema com os partos. As pessoas vinham buscá-la a qualquer hora do dia ou da noite. Ao sair de casa sempre usava um manto preto com franjas amarelas, para se proteger do frio ou do sereno antes de iratenderas mães.