Fiorindo

 

Um verdadeiro empreendedor

Otávio, Teresa, Elias, Maria, José, Ermelinda, Aníbal e Cecília

O filho dos imigrantes Fortunato Giuseppe e Teresa, Fiorindo Fontana foi um homem simples que, embora não soubesse ler nem escrever, tinha uma ampla visão de empreendedorismo quando buscava a diversificação em seus negócios. Mesmo não alfabetizado, nunca se perdia em cálculos matemáticos.

 

Recebeu do pai uma colônia de terras no Morro do Bainha, em Criciúma, atualmente Lote 6, que trocou por uma colônia no bairro Naspolini, já que o local oferecia melhores condições de trabalho.

 

Era um homem tranqüilo e trabalhador que mantinha um sorriso característico. Casou com Maria Benincá no dia 20 de abril de 1915 e tiveram sete filhos.

 

O dinheiro da família vinha daquilo que colhia: milho, feijão, mandioca. Também da cachaça e do açúcar, outra fonte de renda importante. Além do serviço da roça, sua visão empreendedora o fez diversificar os negócios da família vendendo lenha na praça com carro de boi. Negociava gado e fazia serviço de frete com o carro de boi, transportando louça de barro (vasos, potes, bacias e gamelas) da olaria de Salvato Bitencourt, no São Simão até Beluno, atual Siderópolis.

 

Foi um homem muito religioso, participando da missa todos os domingos no centro de Criciúma. Saia do bairro São Simão a cavalo (mula), seguido a pé pelo restante da família. Como a época era mais difícil que os dias atuais, a família levava os sapatos nas mãos, para "não gastar". Só quando se aproximavam da igreja que os calçavam. Em casa, mantinha tradição da reza do terço todas as noites após o jantar.

Faleceu em 27 de fevereiro de 1954, alguns dias após ter sofrido um derrame.

 

Amor a família, religião e ao trabalho

Maria Benincá Fontana foi uma esposa que sempre

priorizava a paz e a harmonia no lar mantendo um bom

relacionamento com o marido. Porém, era ela quem

mantinha a ordem com os filhos. As crianças respeitavam

mais suas broncas do que as do pai, Fiorindo. Costumava

pronunciar a frase: "Lavoro che non sapevo, ma pagare

un cesto dei pane, egli as." (Trabalhar ele não sabe, mas

pegar a cesta do pão, ele sabe). 

 

Era filha de Matheus Benincá e Anna Benincá. Muito

religiosa, estava sempre com o rosário na mão e 

diariamente rezava de 5 a 6 terços. Para cada familiar

ou conhecido que falecia. Era vaidosa e como a maioria

das mulheres de sua época, costumava usar o lenço na cabeça. Seu idioma principal era o italiano, falando muito pouco o português. Maria tinha uma máquina de costura manual e produzia chapéu de palha para a família e também para vender. Ela conseguia a palha do trigo das plantações da família. Fazia a trança com palha, passava na máquina e como era muito perfeccionista, finalizava com o acabamento a mão.

 

Maria Benincá e Fiorindo Fontana