Elias Benincá Fontana

Casado com Maria Thassi

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informações de Elias Beniincá Fontana

Homem de memória invejável, Elias Benincá Fontana nasceu dia 22 de março de 1929, na Rua Augusto Zanette, 802, Bairro Naspolini, em Criciúma. Era o sexto filho dos sete do casal Fiorindo Fontana e Maria Benincá. Ainda na infância, aos sete anos, iniciou seus estudos no Grupo Escolar Archimedes Naspolini, localizado entre os bairros Naspolini e Mina do Toco. Dentre várias recordações, lembra-se da sua primeira professora, Iria Zandomênico De Luca, que leva o nome da escola na qual ele frequentou.

 

Ele conta com detalhes que naquele tempo que iniciou os estudos não havia caderno para escrever, usava-se então a lousa, uma placa preta com moldura de madeira tipo um quadro de fotografia, que era feita de um material parecido com porcelana. Para escrever na lousa era necessário giz branco e, assim que toda a lousa estava totalmente escrita nos dois lados, lia-se de três a quatro vezes a matéria para que os alunos pudessem gravar na mente o que tinham escrito. Já quando passava para outra matéria todo o texto era apagado com um pano úmido, e em seguida escrevia-se outra matéria para que os discentes pudessem ler e assim memorizar novamente. 

Elias estudou até a 4ª serie do Ensino Fundamental, gosta muito de matemática, e sempre está fazendo contas e cálculos matemáticos. Detalhe: até nos dias de hoje tem uma memória muito boa,sempre lembra de tudo, das datas de aniversários de todos da família, parentes e amigos mais próximos. 

 

Da lavoura veio o auxílio no sustento da família: Desde de criança sempre trabalhou na lavoura, mas quando jovem trabalhou em Cresciúma como era chamada a cidade, que depois passou a ser chamada de Criciúma. Deram esse nome a cidade porque na beira do Rio Criciúma havia um capim que crescia muito, e não formava aquelas raízes rasteiras como a grama, crescia perfilando uma de cada vez, onde originou o nome da cidade de Cresci-uma.

 

Neste período ele plantava milho, feijão, mandioca, arroz, trigo, banana e cana de açúcar. A família tinha um alambique e fabricava cachaça. Mas não era somente isso. Eles também faziam melado e açúcar grosso (açúcar mascavo), que vendiam para os amigos, vizinhos e em algumas bodegas da região de Criciúma. Animais, como gado, porcos e aves, também eram criados para incrementar a renda familiar.

 

Nesta época, segundo ele, faziam-se derrubadas de matas e coivaras no terreno do Bairro Naspolini, onde ele e seu pai, com seus carros de bois, vendiam as lenhas no centro da cidade de Criciúma. Ele conta que nesse período os fogões das casas e restaurantes eram a lenha, pois ainda não existia ainda o fogão a gás. “Eu fazia também frete puxando louças de barro da fábrica do Salvato Bittencourt, do Bairro São Simão, para entregar na cidade vizinha de Belluno, hoje Siderópolis. O frete era sempre pago em dinheiro, e esse dinheiro eu usava para comprar as roupas, o sal e algumas ferramentas para o trabalho”, contou.

 

Elias descreve ainda que na década de 40 o seu pai comprou uma colônia de terras na Vila São Jorge (na época pertencia a Criciúma). Hoje, depois da emancipação de Forquilhinha, a Vila São Jorge passou a pertencer ao novo município. O terreno era plano, próprio para o plantio de milho, arroz e soja, mas esse espaço era tomado de capoeira. “Já tinha sido desmatado e estava cheio de cepos, então eu e meu pai iniciamos a destocagem das terras da Vila São Jorge. Nós ficávamos de 20 a 30 dias arrancando os tocos das árvores, tudo manualmente. Usávamos pá, picareta e suprema (uma vara grossa de cambuim madeira muito resistente). Isso, nós utilizávamos como alavanca para forçar a extração do cepo do solo. Era um serviço braçal muito pesado”, recordou.

 

Depois, com a terra pronta, plantavam-se milho e feijão. “Na época da colheita era feito um mutirão com toda a família, irmãos, filhos e primos, e após a colheita fazíamos um comboio de carros de bois da Vila São Jorge até Criciúma, para trazer o milho onde seria consumido. Saíamos com o comboio de carros de bois no final da tarde, era uma cantoria só dos eixos dos carros de bois, noite a dentro. Nós chegávamos a Criciúma no dia seguinte pela manhã”, disse.

 

Amor à primeira vista

Elias conta que conheceu sua esposa Maria Thassi, filha de José Thassi e de Margarida Niero, no dia primeiro de janeiro de 1955. Era um belo dia de sol, já de tardezinha de um domingo, no jardim da praça Nereu Ramos, no Centro de Criciúma. “Trocamos uns olhares na praça e expressei algumas palavras de galanteio. Foi amor a primeira vista. Namoramos por dois anos e quatro meses e depois nos casamos. Tivemos cinco fillhos, Valdenir (in memorian); José Fiorindo; Silézia; Célia e Sirlei, oito netos e uma bisneta”, comentou. Valdenir Fontana, seu filho primogênito, era mecânico de automóveis. Trabalhava na Admol Oficina Mecânica, seu primeiro e único emprego. Faleceu em um acidente automobilístico em 15 de dezembro de 1979, ainda solteiro. 

 

José Fiorindo Fontana, Contador, Empresário, Proprietário da JR Contabilidade Ltda. em Criciúma-SC, casado com Rosane Aparecida Lourenço Fontana, seus filhos; Maria Luiza casada com Rodrigo Colombo geraram minha primeira bisneta, Laura, Ana Cláudia e Enzo. Silézia Fontana Jeremias, empresária, proprietária da Seel Sistemas Eletro Eletrônico Ltda. em Blumenau-SC, casada com Lênio Jeremias, seus filhos; Tiago e Eduardo. Célia Fontana Zanette, Telefonista Industrial, casada com Cesar Zanette, filhos; Matheus e Murilo. Sirlei Fontana Ferraz, Contadora, casada com Donato Ferraz, seu filho, Lucas.

 

No ano de 1970, Elias saiu da lavoura para trabalhar na Mineração São Simão, empresa de seu irmão Octavio e de seu cunhado José Darós. Exerceu a função de manobreiro de vagonete no subsolo, engatando, desengatando e distribuindo as vagonetes para os langóis, onde eram utilizadas pelos mineiros para encher com carvão mineral. Mas o dia 19 de fevereiro de 1980, uma terça-feira de carnaval, em um dia intenso de trabalho, sofreu um acidente no subsolo da mina onde executava o engate dos agonetes no cabo sem fim. “Quando percebi que a vagonete havia parado, fui verificar o que estava acontecendo, localizei o problema e então entrei entre as vagonetes para engatar no cabo de aço, e assim o fiz. O local era muito baixo, a vagonete começou andar, me levanto rapidamente, bato com a cabeça no teto da mina, e neste momento a vagonete prensa a minha cabeça contra o teto da mina esmagando o meu rosto e quebrando as duas mandíbulas”, ressaltou. Ele ficou com o rosto deformado, e teve que ser encaminhado com urgência para o hospital São João Batista, para os exames. Na quinta-feira da mesma semana foi feita a cirurgia. Os médicos tiveram que refazer a face que ficou totalmente normal. No ano de 1983 se aposentou.

 

Jogar bocha com seus parentes, amigos e vizinhos defronte a sua casa era seu esporte preferido. Ele ainda fala que o ideal é praticar o esporte bebendo uma boa cachaça produzia por ele, cercada de boa conversa, contando anedotas e rindo muito. Todos os finais de semana, conforme ele, se tornava uma grande festa.

 

Álbum de Família