Dorvalina Fontana

Dorvalina gostava muito de polenta, alimento de costume da família. Mas ela gostava de comer com o prato no colo, não gostava de sentar-se à mesa e ainda falava que a comida era mais gostosa comendo com o prato no colo.

Muito simples no vestuário, não tinha luxo. Usou muito vestido ‘riscado’ tecido grosso para as peças de roupas e que na época era só o que se usava, principalmente na roça. Seu ciclo de amizades era Elha, Eléa Rovaris, Maria Boteon, Nair, Elza Borges, que se encontravam nas missas, se visitavam nas casas umas das outras, iam às domingueiras juntas, festas no interior, bailes, sempre acompanhadas de uma senhora casada. Se não tivessem companhia ninguém ia ao baile. Foi missionária da Mãe Peregrina por muitos anos e era sócia do apostolado da Oração. Faleceu no dia 14 de março de 2014, aos 83 anos.

 

Dorvalina, filha de Fortunato Fontana e Itália Maria Dal Pont, nasceu dia 30 de maio de 1931, em Linha Rovaris. Nunca se casou, e sempre foi uma batalhadora, porém muito quieta. Gostava de ficar mais reservada, mais sozinha, não gostava de muito barulho, mas era uma pessoa de muita fé. Dorvalina gostava de rezar pelas outras pessoas, e era devota de Nossa Senhora das Graças. Ela sempre morou na casa dos pais, e estudou até o 3° ano do primário.

 

 Sua casa era simples, cheia de árvores ao redor. Dorvalina sempre preservou a natureza, gostava de escutar os cantos dos pássaros em volta de sua casa. Foi agricultora, costureira e bordava à máquina. Quando tinha folga na roça ou quando chovia, ela costurava para toda a família de nove irmãos e ainda costurava para outras pessoas da localidade. Na época, até vestidos de noiva ela confeccionava, e o seu trabalho era uma perfeição. Sempre muito econômica sabia investir o dinheiro, só comprava o necessário. Gostava de dançar e seu passatempo preferido era rezar.