Cecília Fontana

Casada com Mario Denoni

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informações de Cecília Fontana

Filha de Fiorindo Fontana e Maria Beninca Fontana, Cecilia Fontana Denoni nasceu no Bairro Naspolini, em Criciúma, no dia 30 de outubro de 1934. Já Mário Denoni, que tinha como pais Antonio Denoni e Joana Darolt Denoni, nasceu no Bairro São Simão, em Criciúma, no dia 03 de novembro de 1932. Das lembranças da adolescência, marcou muito para Cecilia um fato ocorrido com ela quando tinha 16 anos. Cecilia não gostava muito de gatos. Ao contrário de sua mãe Maria, que tinha uma grande estima, tanto que cuidava de um em sua residência, no Bairro Naspolini.

 

Em um certo dia Cecilia decidiu tomar uma providência contra o gato que muito lhe incomodava. Foi quando ela pegou uma pedra acertando o focinho do felino que morreu em seguida. Ficou com medo de a mãe descobrir e o arremessou no meio das bananeiras. Logo em seguida, Maria deu por falta do gato e passou a perguntar-lhe constantemente. 

Depois de muitos questionamentos da mãe, durante dois dias, Cecilia decidiu falar sobre o destino do gato. Levou uma grande bronca, porém, o que importou neste fato pitoresco, é que escapou de levar uma surra, já que a calma não fazia parte do perfil de Maria, sua mãe.  

 

Cecilia e Mário se conheciam desde quando eram crianças, já que Cecilia era afilhada de Joana Darolt Denoni, mãe de Mário Denoni. Começaram a namorar em 1951, em uma festa tradicional de São Simão que era realizada todos os anos no mês de outubro. No início do namoro, o relacionamento entre os dois era difícil, pois eles marcavam encontro e muitas vezes o namorado não aparecia. Em virtude disso chegaram a terminar o namoro, mas reataram o romance em seguida. Noivaram em 24 de dezembro de 1956 e se casaram em 12 de julho de1958, às 11h, na igreja São José de Criciúma. A festa, iniciada pouco depois do casamento na matriz, ocorreu no Salão da família Denoni, em São Simão, se estendendo por toda a tarde e noite e encerrando na madrugada do dia 13. 

 

Logo após a festa, faltou pouco para que uma tragédia ocorresse. Por volta da meia noite, Luis Bernardo, amigo de Mário, se prontificou a dar carona para Mário e Cecilia na saída para o Bairro Operária Nova, local onde os dois morariam. Antes de chegar ao destino, Luis foi até o Morro do Bainha, deixar um amigo que participou do enlace. Na subida do morro, com pouca visão e sonolência, Luis dirigia seu veículo em direção a uma grota, mas, por sorte, o acidente foi impedido com uma freada brusca, em razão dos gritos da esposa do motorista, o que trouxe pânico a todos os passageiros presentes.

 

Do casamento de Cecilia e Mário, nasceram quatro filhos, Maria de Fatima Denoni Freitas, nascida em 11 de junho de 1959; Clóvis Denoni, nascido em 21 de fevereiro de 1960 e que faleceu 11 dias depois; Maria Albertina Denoni Freitas, nascida em 01 de março de 1961 e Antônio Denoni Neto, que nasceu em 09 de abril de 1962, mas faleceu um dia depois. O início da vida do casal foi bastante difícil. Mario Denoni era o empreiteiro da Mina Darós, no Bairro São Simão e Cecilia era costureira, ajudando o marido nas despesas do lar.

 

Os problemas no trabalho, levaram Mário para a bebida, trazendo muito sofrimento para ele e a família. Tentou desesperadamente se livrar do vício. Ficava muitas vezes sem beber até quatro meses, no entanto, os conflitos com a mãe, normalmente acontecidos por problemas nos trabalhos da Mina em São Simão, o machucavam e era no álcool que Mário buscava saída para suas angustias e aflições. Depois de várias internações e uma cirurgia em razão de problemas no fígado, Mário faleceu em 04 de fevereiro de 1975, aos 42 anos, na cidade de Criciúma.

 

Mário era uma pessoa extremamente generosa, e ajudava muitos necessitados. Introvertido, era homem de muita fé, não faltando a nenhuma missa aos domingos, quando a saúde lhe permitia, sempre na companhia da esposa e das filhas. O trajeto era efetuado através do conhecidíssimo Automóvel modelo A, revestido de madeira, de sua propriedade. 

 

Mesmo com o vício, que acabou lhe levando a morte prematuramente, jamais incomodava alguém nos períodos de ressaca. Tinha uma legião de amigos que lhe prestaram uma justa e emocionada despedida, no seu enterro ocorrido no cemitério São Luiz, em Criciúma, no dia 05 de fevereiro de 1975.

 

Com a morte do marido e duas filhas adolescentes para criar, Cecilia enfrentou grandes dificuldades para sobreviver. No início, ajudava o pouco que ganhava de moinha do lavador, rescaldo do trabalho que Mário havia efetivado na Mina. Com o fim deste benefício, que não durou muito tempo, deu continuidade aos serviços que já fazia como costureira em malharias e em sua própria casa. Também foi professora de costura na Operária Nova. Sozinha, porém com dedicação e luta, trabalhando das 7h até a 1h da madrugada, todos os dias, reconstruiu seu lar, uma casa simples de madeira, sem nenhuma sofisticação, mas coberta e recheada de trabalho, luta e amor as filhas. Toda a dedicação demonstrada foi contemplada em uma ótima educação para Albertina e Fátima. Devota de Nossa Senhora Aparecida, prestes a completar 80 anos, Cecilia é ministra da igreja Santa Barbará de Criciúma e ainda não conseguiu abandonar a máquina de costura. Pode olhar para trás e dizer que sua caminhada foi cheia de ‘espinhos’, no entanto, vitoriosa.

Álbum de Família

Da esquerda para a direita, as sobrinhas Lucir Nina e Cuca, acompanhadas de Cecilia. Foto de 1951.

Cecilia entregando o diploma de costureira a aluna Terezinha Mendonça em 1977

Casamento de Mário Denoni e Cecilia Fontana Denoni em foto de 12.07.1958

Veículo revestido de madeira. Idêntico ao Modelo A.