Aquelina Martinello

 

Casada com José Ubiali

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Filha mais velha de Josephina Fontana e de José Martinello, Aquelina nasceu no dia 12 de maio de 1923. Nasceu em Criciúma, mas ainda muito pequena, com 2 ou 3 anos de idade, foi com seus pais morar na então comunidade de São Pedro, Forquilhinha. Foi crescendo nesta comunidade, de onde nunca saiu, participando das atividades religiosas como Filha de Maria, catequista e das rezas do terço.

 

Aquelina, ainda pequena, mas por ser a mais velha, ajudava muito seus pais na roça, que eram agricultores. Seu pai, porém, também exercia a atividade de agrimensor.

Naquela época, Aquelina e as demais moças tinham poucas opções de diversão. As festas e novenas religiosas na sua comunidade e nas comunidades vizinhas eram os melhores momentos para se divertirem.

 

Com 19 anos, Aquelina, conheceu José Ubiali numa comunidade vizinha, dividida pelo Rio Mãe Luzia, chamada Cedro, em Maracajá e começaram a namorar. Mas José era muito bagunceiro, jogava futebol em alguns times importantes da época e gostava muito de dançar. Como Aquelina não sabia, José dançava com as outras moças e deixava-a de lado, chateada e muito brava às vezes, voltava para sua casa. Quando isto acontecia, costumava passar uma ou duas semanas sem aparecer. Mas, no final, o amor venceu e no dia 27 de setembro de 1945, Aquelina casou com José, seu único namorado. Não aprendeu a dançar para não dar o braço a torcer para o José, que também era conhecido como Bepi.

Aquelina sempre foi uma moça muito trabalhadeira, bordava a mão como ninguém, era uma moça muito preocupada com o que acontecia ao seu redor. José era agricultor, mas muito trabalhador, exercia várias atividades ao mesmo tempo: serrador, tafoneiro, pedreiro e carpinteiro. Em 21 de fevereiro de 1952, nasceu seu primeiro filho, Francisco Valério e em 1954 veio o José Rogério. Depois que o José Rogerio nasceu Aquelina ficou bastante debilitada em consequência de uma malária, também conhecida como sezão.

 

Por causa desta doença teve quatro abortos seguidos. Mas, em 31 de agosto de 1938, nasceu o Euzébio.

Aquelina e José lutavam com muita dificuldade, levavam uma vida muito pobre, não tinham aonde morar, então o pai de Aquelina deu uma casa pequena, que não tinha assoalho, era de chão de terra batida. Alguns anos depois, o casal conseguiu comprar um pedaço de terra e com nova ajuda do pai, Aquelina e o José conseguiram fazer uma casa melhor.

 

Como José exercia outras atividades, nunca ficava parado e, conforme o tempo, ia trabalhando numa ou noutra atividade. Por isso, quando completou 25 anos de casado, comemorou com todos os familiares e orgulhoso dizia que já podia comprar uma aliança de ouro, porque a do casamento tinha sido feita de moeda de dinheiro corrente da época. Sempre trabalhando, Aquelina e José, foram acumulando bens e comprando terras, porque para eles era melhor a terra para os filhos do que o estudo.

.stituição de uma família de 3 filhos e 4 netos.

 

Em 1995 completaram 50 anos de casados. José já bastante atrapalhado fisicamente, andava com maior dificuldade, mas mesmo assim reuniu toda a família para a tradicional Bodas de Ouro, com seus familiares, compadres, amigos e vizinhos. O casal nunca saiu da comunidade de origem. Em São Pedro, casaram, criaram os filhos e faleceram.  A doença de José foi se agravando e em 2º de julho de 2001, faleceu em sua residência, na sua cama, rodeado da esposa, filhos e nora.

 

Aquelina, tendo ficado viúva, continuou a morar na casa com os dois filhos solteiros. Em 2008, adoeceu e ficou acamada sem os movimentos das pernas. Foi morar com o filho Francisco Valério, para que nora pudesse auxiliar no cuidado que Aquelina necessitava. Apesar dos esforços, a doença foi tomando conta, levada ao hospital, veio a falecer. O velório aconteceu em sua casa, como era da sua vontade.

Álbum de Família