Ana Vitória Fontana

Casada com Alberto Stanger

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e de outras  informações de Ana Vitoria Fontana

Ana Vitória, filha de Anna Gracia Fachim e Francisco Fontana, nasceu no dia 25 de setembro de 1932.

Teve uma infância tranquila, brincava com irmãos, vizinhos e colegas da escola.
De família muito católica, frequentava à igreja todos os domingos, participava da catequese, fez sua 1ª Eucaristia e foi crismada.

 

Ao passar do tempo conforme foi crescendo, ajudava sua mãe Anna Gracia nas tarefas domesticas e também aprendeu a cozinhar. Além disso, ainda ajudava o pai Francisco e irmãos na roça, dizem que era uma ótima lavradora.

 

Ana Vitoria e Alberto eram vizinhos, desde crianças brincavam juntos. O amor surgiu na juventude. Alberto era filho de Henrique Stanger e Ema Stainer Stanger.

 

Em 28 de abril de 1953, casaram-se no civil. O casamento no religioso havia acontecido antes, na Capela da comunidade de São Francisco- Nova Veneza. Era muito prendada, além de cozinhar muito bem, fazia lindíssimos bordados que aprendeu com a professora Maria Mezari (in memorian).

Era uma mulher carinhosa, querida por todos. Cuidava da casa e ainda ajudava o marido na roça. Todos os dias puxava água do poço de 13 metros de profundidade. Alberto se orgulhava da esposa, pois sempre que chegava da roça, o balde nunca estava vazio. A água era utilizada para higiene e preparo dos alimentos.

 

Em 30 de julho de 1953 nascia a primeira filha, Maria Salete. Logo começaram as dificuldades. Após 20 dias do nascimento da menina, em uma época de seca, incendiaram-se os morros e, devido ao vento que era forte, várias brasas e faíscas foram se espalhando, chegando a atingir uma pilha de lenha que ficava próxima a casa do casal. A casa acabou sendo atingida e totalmente destruída pelo fogo. Perderam tudo o que tinham, inclusive todos os presentes de casamento e dinheiro que na época era guardado em casa. Alberto tentava apagar o fogo com a água do poço, lembrou-se de Ana Vitória e da pequena Maria Salete que estavam dentro da casa, por pouco não consegue salvá-las. Maria Salete teve seus cabelos queimados. Parentes que avistaram o fogo, para conseguir chegar até lá e tentar ajudar, tiveram que ir pelo rio, pois o fogo estava tomando conta de toda a vegetação.Com trabalho duro e ajuda de familiares, aos poucos conseguiram se restabelecer.

 

A segunda filha do casal, Zuleide, nasceu em 06 de novembro de 1954. Ana Vitoria tinha problema de varizes, em um dia de trabalho acabou se machucando e teve uma veia da perna estourada. Foi para o hospital São Marcos em Nova Veneza, lá as irmãs Beneditinas da Divina Providência, que cuidavam do hospital, estavam vendendo uma rifa, ela tinha muita vontade de comprar mas não tinha dinheiro, seu irmão Adolfo foi visita-la e sabendo da rifa lhe comprou um bilhete. Ana Vitória acabou sendo sorteada e ganhou belíssimas toalhas, a mãe Anna Gracia parabenizou Adolfo, belo bonito gesto de ajudar a irmã Ana Vitória.

 

Em 27 de abril de 1957, tiveram duas meninas gêmeas, Zita e Zélia, que nasceram prematuras de 7 meses.  No dia 10 de maio, também no ano de 1957 um domingo, Ana Vitoria orgulhosa por suas meninas, recebeu muitas visitas durante todo o dia, e na mesma noite, por causa desconhecida, veio a falecer, acredita-se que estava rezando, pois o rosário se encontrava em suas mãos. A data ficou marcada como um acontecimento trágico, pois deixava 4 meninas pequenas, sendo as gêmeas com apenas 13 dias. As duas meninas mais velhas ficaram morando com o pai, Zelia ficou um tempo com os avós Anna Gracia e Francisco depois voltou a morar com o pai Alberto, já Zita foi criada pelos avós Ema e Henrique, após o falecimento da avó Ema, Zita que tinha 4 anos de idade, continuou morando com o avô e os tios, Alberto queria leva-la para morar com ele, mas o Avô Henrique não deixava.

 

Apesar de pouco contato com a mãe, ou nem mesmo terem chegado a conhece-la, as filhas têm uma boa imagem da mãe Ana Vitória, pois todos sempre falavam muito bem dela. Uma recordação que Ana Vitória deixou, e ficou por muitos anos na decoração da casa, eram dois quadros bordados em ponto russo, confeccionados por ela, um tinha a imagem de um anjo e o outro o Sagrado Coração de Jesus e Maria.

 

Álbum de Família

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