Alvira Darolt

Casada com Gildo Macan

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Alvira nasceu no dia nove de março de 1934, na localidade de Morro Albino, município de Criciúma, SC. Filha de Assunta Fontana, nascida em 1893 e falecida em1969 e de Deodato Darolt, nascido em 1890 e falecido em1948.

 

Sempre morou com seus pais, às margens da BR 101, na comunidade de Morro Albino. Aos dez anos de idade, Alvira perdeu seu pai, ainda muito novo, que não conseguiu vencer a doença e veio a falecer. Não foi fácil superar, mas a família tinha que continuar nossa vida. Alvira permaneceu com sua mãe Assunta, seu irmão Antônio e suas irmãs Adelaide e Rosalia, os outros irmãos já haviam casado e moravam em suas próprias residências.

 

Alvira e os irmãos ajudavam sua mãe nas tarefas da casa e também no trabalho da roça, pois tinham que comer. Acordava quatro horas da manhã para moer cana, depois ia para a roça até o meio dia, almoçava, fazia rosca de polvilho para o café e voltava para a labuta. Lavava suas roupas em um lavador que tinha no rio. Foi assim até o seu casamento.

Aos vinte e um anos de idade, numa domingueira na comunidade de Morro Albino, Alvira conheceu seu futuro marido Gildo Macan. Começaram a namorar e, depois de algum tempo, casaram. Depois do casamento foram morar junto com os pais de Gildo, Paulo Macan e Lucia Daros Macan, que residiam na Boca do Sertão, pertencente a Espigão da Pedra, por treze anos. Depois seus sogros foram morar em Araranguá e Alvira e Gildo ficaram na casa deles.

 

Deste casamento nasceram 11 filhos sendo seis homens e cinco mulheres, onde duas delas faleceram ainda recém nascidas. Criaram seus filhos sempre com muita fé, mas com muito trabalho. Com os filhos ainda pequenos, Alvira passou muito trabalho em sua vida, pois não era fácil cuidar de tantos filhos – o café da manhã de seus filhos, quando pequenos, era todos os dias, polenta com leite – e ajudar o marido na lavoura. Plantavam mandioca, milho, feijão, arroz, criavam porcos, tinham vaca de leite. O principal cultivo era a mandioca para fazer a farinha.

 

Nesta atividade a Alvira forneava, ou seja, cuidava do forno. Os filhos foram crescendo e, nesta época vieram as estufas de fumo, proporcionando uma renda melhor para a família. Com o resultado apurado com a venda do fumo, investiam na compra de terras. Conseguiram também fazer uma casa nova e comprar um fuscão azul, em 1974. Alvira sempre soube administrar bem a propriedade e a casa. Além disso, costurava para toda a família e fazia bordados, aliás, faz isso até hoje.

 

Alvira viu todos os seus filhos casarem na Igreja Católica, com a benção de Deus. Mais tarde, algumas tristezas apareceram na vida de Alvira, com a perda de alguns entes queridos da família e, principalmente, com a perda do esposo, Gildo, no dia 21 de setembro, aos 48 anos de idade. Porém, sua devoção e fé em Nossa Senhora, não deixou que estas tristezas tirassem o seu ânimo de viver, continuando firme e forte ao lado dos filhos.

 

As diversões de Alvira eram as domingueiras e as festas de casamento, que começava na quinta feira e iam até domingo. Muitas vezes se divertiam em sua própria casa, depois de casados, onde faziam domingueiras frequentemente, animada pelo gaiteiro Cantidio Soares, que morava no Espigão da Pedra. Hoje, Alvira, ainda se diverte participando do grupo da Terceira Idade na Quarta Linha, com danças e passeios, que ela não perde por nada.

 

Os amigos mais chegados que tinha era Elmira Daros e Adolfo Daros, mais conhecido como “Dorfo”.

Alvira sempre participou da comunidade, foi até catequista e gostava do que fazia. Hoje, com 81 anos de idade, vive cuidando de seu jardim e do seu quintal, onde não larga a enxada, pois cultiva verduras sempre fresquinhas para os filhos.

 

Um dos fatos marcantes na sua vida foi no dia do seu casamento, pois era chuva que Deus mandava. Choveu durante três dias e três noites sem parar e todos os rios transbordaram. O casamento foi realizado no distrito de Forquilhinha, hoje município. Para chegar até lá no dia não foi fácil, mas não era aquela “chuvinha” que iria atrapalhar seu casamento. Alvira e seus irmãos Antônio, Adelaide e Rosalia, seus outros irmãos já haviam casados e moravam em suas casas, pegaram a aranha e a carroça, encilharam os cavalos e foram até a localidade de Verdinho, pegar o trem, que passava por ali. Pegaram o trem até o Bairro Pinheirinho. Dali seguiram de taxi para Forquillhinha. Até o meio dia, o casamento estava realizado. De Forquilhinha foram para Criciúma tirar fotografias.

 

Alvira conta que as suas testemunhas eram a sua irmã Maria e o seu marido Leandro, que residiam e, Ermo Alto, que não puderam vir porque as estradas estavam todas alagadas, devido às chuvas que castigavam a região. Sua cunhada Getulia Macan e seu marido foram as testemunhas. 

 

De Criciúma, Alvira e os irmãos retornaram, já por volta das 19 horas, até o Verdinho, onde tinham deixado os cavalos. Alvira foi para casa de sua mãe Assunta e Gildo para a casa dos seus pais. No dia seguinte, Gildo cangou os bois no carro e foi à casa de Assunta, sua sogra, pegar as coisas de Alvira, um guarda roupa e seu enxoval. No sábado, então, aconteceu a confraternização das famílias, com um almoço na casa de Assunta e, à noite, um jantar na casa de seu marido Gildo Macan, onde passaram a viver juntos.

 

Depois que começaram os encontros dos FONTANA, Alvira não deixou de participar, não só dos encontros, mas das reuniões almoço da coordenação. Convocava um filho para levá-la, porque nunca quis ir com os outros. Sempre gostou de encontrar seus parentes mais idosos para lembrar algo do passado. Alvira ainda acrescenta que tem saudades daqueles tempos, apesar de passar por muitas dificuldades. Hoje, é única filha da Assunta que está viva e, com muita saúde. Agradece a Deus e a Nossa Senhora e a todos os seus filhos, filhas, genros, noras, netos e bisnetos por chegar até aqui e poder contar a sua própria história, que um dia, com certeza, eles irão ler.

 

*Narração feita pela própria Alvira, para seu filho Gilmar Macan.

Álbum de Família

Alvira e filhos

Alvira e filhos

Alvira e netos

Alvira e netos

Alvira, nora e filho

Alvira, nora e filho

Alvira e noras

Alvira e noras

Família de Alvira

Família de Alvira

Alvira netos

Alvira netos

Alvira, nora e filho

Alvira, nora e filho