Aldoir Pacífico Fontana

Casado com Maria Carmem Casagrande

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informações de Aldoir Pacífico Fontana

Aldoir Pacífico Fontana era o 8º filho de Pacífico Fontana e Rosina Da Soler Fontana, num total de 11 irmãos. Nasceu em 04 de dezembro de 1943, natural do bairro São Simão, Criciúma, SC. De família católica, foi batizado pelo Pe. Pedro Baldoncini e crismado pelo bispo de Florianópolis da época, na Igreja São José. Era costume da família rezar o terço todas as noites depois da janta. Seu irmão Hilário tocava gaita sempre depois da reza para distração dos irmãos.

 

Aos 7 anos foi para a Escola Estadual de São Simão, no Bairro São Simão, onde estudou até o terceiro ano do primário. A escola ficava onde hoje funciona e CEI Carmela Benedet Casagrande. Muito estudioso e dedicado, adorava declamar poemas nas festas da escola, nas comemorações do Descobrimento do Brasil e 7 de Setembro, que na época eram comemorados nas escolas. Aos 10 anos de idade foi para a doutrina (catequese) para fazer a 1ª Comunhão, na primeira igreja do bairro são Simão, que na época era de madeira. A cerimônia foi ministrada pelo Pe Ernesto Prett. As catequistas foram Carmela Benedet Casagrande e Nair Henrique.  

Foi integrante do grupo de jovens do bairro, seus amigos mais chegados eram: Hélio Broca, Valdir Denoni, Aroldo Batista, Paulo Batista. Na adolescência, trabalhava na roça com seus pais, cultivavam mandioca, milho, amendoim, feijão, cebola de cabeça, que vendiam para a comunidade. Tinham criação de boi, porco galinha, vaca de leite. Seus pais tinham um engenho de farinha de mandioca, onde hoje mora a sua irmã Inês e uma serraria, onde hoje é o complexo do Clube Mampituba. No inverno, entre junho e julho, eles trabalhavam no engenho, que era do pai, fazendo farinha para consumo e venda no comercio de Criciúma. Nos demais meses do ano, trabalhavam na serraria, onde faziam as madeiras para fabricação de casas como: tábuas, barrotes, linha e caibros. Prestava também serviços de corte das madeiras para as pessoas da região. A serraria pertencia ao seu pai o Pacífico e seu tio João Fontana.

 

Era um rapaz trabalhador e bem quisto pela comunidade. Falava o italiano, língua de seus avós, Giuseppe Fontana e Tereza Benedet. Com 18 anos foi dispensado do Exército, mas com a Revolução de 1964, aos 19 anos, foi convocado e serviu no quartel, em Florianópolis. Permaneceu 1 ano no serviço militar. Entre outras tarefas no quartel, foi corneteiro. De volta à comunidade de São Simão, participou da diretoria da Igreja e foi tesoureiro do Cemitério. Também, nesta época, comprou o motor, marca Monarque, de cor vermelha, hoje conhecido como moto, a primeira do bairro.

 

Era um homem alegre, extrovertido, gostava de dançar nas domingueiras, jogar futebol. Era torcedor do Vasco da Gama. Trabalhou na mina São Marcos na carpintaria. Aos 21 anos, começou a trabalhar como mineiro na Mina São Simão, que era do seu primo, Octávio Fontana. Casou-se com Maria Carmem Casagrande (Nini), em 23 de abril de 1966 na igreja de São Simão, que ainda era de madeira. O celebrante era Pe. Huberto Oenning. Moravam no mesmo terreno do seu pai, Pacífico.

 

Maria Carmem é filha de Emílio Casagrande e Rosa Broca Casagrande, nasceu em 03 de maio de 1943, também é natural de São Simão e conhecia o Aldoir desde a infância, estudaram juntos, fizeram primeira comunhão juntos. Quando a Nini tinha 15 anos o Aldoir a pediu em namoro, mas como tinham pouca idade, fizeram um pacto de namorar somente quando ele voltasse do Exército. Em março de 1967 nasceu seu único filho, Roberto Aldoir Fontana. Também morou e se criou no bairro são Simão. Em 1990 casou-se com Marifatima Ferreira . Tiveram 3 filhos, Bruno ,Beatriz e Breno Fontana, hoje residem no mesmo local de seu pai Aldoir. 

 

Aldoir morreu em um trágico acidente na Mina São Simão, em 18 de março de 1970. Foi sepultado no cemitério de São Simão. Sua morte provocou grande comoção na época, por ser muito novo, deixando sua mulher e o filho de apenas 3 anos. Nesta época os bares do bairro ficaram fechados por 15 dias e a mina parou suas atividades por 3 dias. Foi homenageado no bairro com uma rua em seu nome no Loteamento Beatriz. Até hoje ele é muito lembrado pelas pessoas mais antigas do bairro. Foi um filho e irmão querido, marido e pai amoroso, amigo leal.

 

Álbum de Família