Afonso Martinello

 

Casado com Cecília Scarduelli

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Afonso Martinello, o quinto filho de José Martinello e Josefina Fontana, nasceu no dia 02 de março de 1931, na comunidade de São Pedro, que na época pertencia a Nova Veneza. Teve uma infância como qualquer criança de sua época, brincava de bola feita com a bexiga de porco, quando seu pai matava um. A criançada somente se juntava para brincar nos domingos para jogar bolinha de gude, petecas feitas de sabugo de milho com penas de galinha e outras brincadeiras da época. Mesmo criança já ajudava seus pais nos afazeres da roça, nas plantações de milho, mandioca, batata doce, cana de açúcar, trigo, café, algodão, entre outros, enfim todo o sustento era produzido pela família.


De todas as façanhas que tentou fazer, uma que jamais conseguiu aprender, foi andar de bicicleta. Em compensação cavalgava sempre no lombo de um cavalo ou andava em uma carroça, sendo seus únicos meios de transporte. Afonso estudou até a terceira série na escolinha fundada na mesma localidade em que nasceu. Segundo ele lembra que Carmélia Beloli, José Borneli, Pedro Martinello e Manoel Paulino foram seus professores, que o ensinaram a ler e escrever. Como toda criança sapeca e arteira, também levou algumas broncas com reguadas e com as varinhas de vime, tão conhecidas por eles. No intervalo das aulas, gostavam muito de correr e brincar de pega-pega e esconde-esconde com os meninos e as meninas. Brincavam todos juntos sem maldade, eram companheiros e gostavam de ajudar uns aos outros.


Na adolescência, já com outros interesses, domava os terneiros, caçava passarinhos de funda, e também confeccionava alçapão e as gaiolas para prendê-los. Além disso fazia jequis e armava no rio na boca da noite, para pescar e no outro dia ia ver o que tinha pego. Os peixes serviam para o almoço da família. Sempre acompanhava seu pai nos trabalhos foi aprendendo os mesmos ofícios. Aprendeu a fazer as vassouras com as palhas de vassouras que a família plantava, também aprendeu a fazer os cabos de suas próprias ferramentas – martelo, enxada e pá –, fueiros e canzis, usados no carro de boi, entre outros.


Quando jovem, participava e colaborava nas festas da comunidade. Faziam corridas de cavalo, como diversão. Participava de bailes nas comunidades vizinhas. Em uma das festas das comunidades, aos dezenove anos, começou a namorar Cecília Scarduelli, que já conhecia desde os tempos de escola e costumava a chamá-la de traíra. Namoraram durante três anos e vieram a casar-se no dia 14 de fevereiro de 1953, na igreja de São Pedro. A festança do casamento foi feita em casa, durante o dia inteiro.

 

Afonso e Cecília moraram durante nove anos com os pais de Afonso e ali nasceram os seis primeiros filhos. Depois construíram sua própria morada na mesma localidade e ali tiveram mais seis filhos, sendo eles: José, Maria Idê, Izaltina, Iede, Maria Izabel (in memoriam), Valentim (in memoriam), Elizete, Maria Inês, Joacir, Venicio, Volnei e Idezia. Viviam com bastante dificuldade pela família numerosa, mas nunca faltou nada. Tudo era cultivado na roça para o sustento da família. Como os pais trabalhavam na roça, os irmãos mais velhos ajudavam a cuidar um dos mais novos.

 

O casal Afonso e Cecília era muito devoto e todos os domingos iam a igreja a pé, pois a igreja ficava perto.
Como de costume, depois dos afazeres do dia, após a janta, antes de dormir, Cecília e Afonso reuniam a família todas as noites para rezarem o terço e, pelo cansaço, Afonso sempre cochilava antes de terminar.

 
Um acontecimento quase trágico, ocorreu numa certa manhã, quando Afonso bem cedo saiu levando, em uma das mãos, uma faca que seria usada para matar um porco. Ao sair de dentro de casa, como havia chovido durante a noite, ele escorregou causando um ferimento em seu pescoço. Mesmo assim levantou e retornou para dentro de casa, sua filha Inês vendo o ocorrido, gritou pedindo socorro. Com a perda de sangue Afonso desmaiou. Um dos filhos correu chamar o Tio Zeferino, que morava próximo a casa. Chegando e vendo Afonso sem vida disse que o mesmo havia falecido e ascenderam uma vela para fazer orações. Nesse meio tempo outro vizinho, que tinha carro, veio às pressas e levaram para o hospital onde se percebeu que Afonso só estava desmaiado. Recuperou-se e retornou para casa. Para a família foi um grande susto.


Com toda a todas as dificuldades para criar a família foi um homem de honra, honesto, trabalhador, respeitado por toda a família e comunidade. Era o homem conhecido como bom assador de churrasco das festas e casamentos, do tempo em os espetos era de taquara. Durante a festa gostava de degustar sempre a sua cachaça e assim estava sempre alegre, fazendo a diversão de todos. Afonso era um pai rígido na educação dos filhos, mas de poucas palavras, não precisava falar para educar, só olhava e os filhos entendiam, mesmo assim, em algumas ocasiões, tinha que dar um basta com a bainha, cinta ou varinha de vime, principalmente, nos meninos porque, como qualquer criança, eram muito arteiros.


Perdeu sua filha Maria Isabel com 19 anos, que sofria de paralisia infantil e seu filho Valentim aos 50 anos. A sua esposa Cecília faleceu no dia 30 de setembro de 1989, com 57 anos. Afonso não se casou mais e permaneceu na sua própria casa aos cuidados de seu filho Volnei. Hoje, Afonso está com 83 anos, conta com filhos, noras, genros, 32 netos (02 em memoriam) e 15 bisnetos. Diante das dificuldades da idade avançada, continua sendo um homem de poucas palavras, só responde quando lhe é perguntado alguma coisa, mas como sempre, responde com brincadeiras ou inventando suas anedotas.

Álbum de Família

Hilário e Afonso

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