Afonso

 

Esforço para conquistar a realização da família

Em pé, da esquerda para direita: Adelino, Ângelo, Zefira, Tereza, Aldoir, Maria, Vitalina, Antônio, Adelina, Leduina e Aprigio; 

sentados: Ana Dal Pont e Afonso Fontana

Filho de Fortunato Giuseppe e Teresa Benedet, Afonso nasceu em Criciúma no dia 19 de janeiro de 1900. Casou com Ana Dal Pont com quem teve 11 filhos. Permaneceram na cidade por pouco tempo, pois ainda quando tinham apenas dois filhos partiram para Garapuvu, Sombrio. Lá construíram a morada próximo ao morro da Jacutinga. Uma pequena casa de barro com chão batido e coberto de palha de ripa.

 

Como forma de sustento da família trabalhava na agricultura. O casal trabalhou muito para conseguir adquirir mais terras nas proximidades de onde moravam. Nas novas terras construíram uma residência maior e tiveram os demais filhos. A nova casa exigiu esforço, pois toda madeira foi "serrada a braço" por Afonso, seu irmão André Fontana e seu primo Pascoal.

 

Nesta propriedade montaram um engenho de farinha, entre os anos 1938 a 1950. A farinha, açúcar, cachaça fabricadas eram trocadas por queijo e charque com os tropeiros que desciam da serra com suas mulas. No engenho também faziam as festas de casamento dos filhos.

 

Com muita economia e ajuda dos filhos, o casal conquistou um bom desempenho na economia.

Em 1946 Afonso abriu sua serraria movida por caldeira a vapor que fabricava carro-de-boi e urnas para defuntos. Anos mais tarde adquiriu seu primeiro caminhão, modelo Chevrolet, ano 1951. Foi muito importante para a família e também para os moradores locais, pois não existia meio de transporte. O filho Antônio fazia os favores para vizinhos como levar doentes para o hospital, casamentos, parteiras para atender gestantes, entre outros.

 

Em 1957 compraram uma camionete modelo A, ano 29 que servia para levar a família às missas e para passear. Afonso e Ana sempre trabalharam untos aos filhos. Formavam uma família muito unida. Jantavam todos juntos e antes de dormir se reuniam na sala para rezar o terço, pois a oração fazia parte do cotidiano da família. Ana Dal Pont Fontana faleceu em 12 de abril de 1972. Após a morte da esposa, André ficou aos cuidados de sua neta Odilé Frezza, que morava com os avós desde bebê.