Adolfo Fontana

Casado com Olírica Savaris

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Adolfo Fontana, filho de Francico Fontana e Anna Gracia Fachin Fontana, nasceu em Vila Maria, bairro que se localiza no interior de Nova Veneza, Santa Catarina, em 20 de agosto de 1936. Adolfo estudou até o terceiro ano do antigo primário, devido a dificuldade de transporte e localização da escola em relação ao bairro. Ajudava a família no cultivo de milho, feijão, aipim, arroz, fumo de corda, batata doce e cana de açúcar.

 

Trabalhava também no engenho, no preparo de açúcar mascavo, melado e farinha de mandioca. No inverno os trabalhos se voltavam mais para a serraria de toras, que era tocada a vapor. A família possuía um locomóvel, que fazia funcionar todas as máquinas, que transformava as toras em vigas, tábuas, caibros e outros tipos de madeira. Ainda jovem conheceu Olírica Savaris, que morava em Siderópolis. Começaram a namorar e não poucas vezes ele a visitava, usando como meio de transporte um cavalo.

 

De personalidade forte e introvertido, não sorri sem bons motivos e é preciso uma dose extra de confiança para merecer e manter amizade sincera. Em 18 de abril de 1959, Adolfo casou-se, em Siderópolis, Santa Catarina, com Olírica Savaris, filha de João Savaris e Otília Cecone Savaris. Era um dia de sol, sol brilhante, iluminando a vida de dois jovens apaixonados. Os raios brilhantes, porém, não premeditavam que a caminhada não seria só de rosas e que espinhos apareceriam em seu jardim de sonhos.

 

Recém casados, Adolfo, com sua esposa, foi morar com seus pais e irmãos, na Vila Maria. Ficou morando nessa casa por aproximadamente um ano e dois meses. Nesse tempo nasceu seu primeiro filho, José Aldoir Fontana. Em 13 de junho de 1960, mudou-se com sua pequena família para a Linha Pinheiro, na Vila Maria, em uma casa que se localizava próxima ao engenho. No novo lar nasceu mais um filho, Valmir Fontana. Com a chegada do segundo menino, Adolfo, além de muito feliz, continuava trabalhando bastante. Dividia o tempo entre os trabalhos na serraria, que agora era movida a água, com a ajuda de um gerador de eletricidade, um aparelho que transforma energia mecânica em energia elétrica (dínamo), no engenho e no cultivo de plantações.

 

Porém, um fato marcante e triste em sua vida aconteceu. Seus dois filhos precisaram de atendimento médico e permaneceram internados por vários dias, um em Meleiro e outro em Nova Veneza. Sem meios de transporte rápido, Adolfo se dividia entre um hospital e outro. A fé e a esperança nunca abandonaram esse homem de fibra. Com muito esforço, sacrifício e oração, tudo terminou bem.

 

Em meados de 1970, começou a trabalhar também com criação de porcos e fumo de galpão. Além disso, agregou o plantio do fumo de estufa. Adolfo Fontana, um homem de fé, aos domingos gostava de ir ao terço e todas as noites costumava rezar em casa com a família. Gostava de pescar e de se divertir com os amigos, jogando bocha e baralho. Inclusive, fazendo rodízios nas casas para o jogo de cartas.

 

A chegada de um filho é sempre uma alegria. Desta vez era uma menina - Rosilene Fontana vinha para alegrar ainda mais a vida de Adolfo. Em 25 de março de 1975, mudou-se para a casa onde reside com a esposa até hoje, às margens do Rio Morto, em Vila Maria. A partir de então, com a ajuda dos filhos, agora um pouco crescidos, a plantação de arroz e fumo de estufa se intensificou.

 

Adolfo sempre se colocou ao lado da comunidade nas reivindicações e realizações, participava do CAEP, uma equipe escolhida para administrar a parte financeira e os bens da Comunidade Paroquial, numa dimensão transparente, onde a prestação de contas deve ser feita com a maior seriedade. Sempre que podia ajudava nos mutirões para a manutenção e construção da igreja, escola e salão de festas da comunidade. Esteve junto na construção do cemitério, inclusive, contribuindo, parcialmente, com a doação de terra.

 

Em 18 de abril de 2009, comemorou, junto com a família e amigos, cinquenta anos de casamento. Com uma missa inesquecível e emocionante, organizada pela família, seguida de uma linda festa. Era visível a felicidade de Adolfo por estar comemorando bodas de ouro. Adolfo é um homem digno, dedicado e trabalhador, que tem a bondade como um de seus principais adjetivos. Serve de exemplo para todos nós: esposa, filhos e netos.