Adelina Fontana

Casada com Modesto Vefago

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Nasceu na localidade de Garapuvú, município de Ermo, no dia 24 de junho de 1938, para alegria de seus pais, nesta mesma data chega também seu irmão gêmeo, Adelino Fontana.

 

Viveu sua infância com tantas outras meninas da época, brincando nos campos, ao redor da casa com brinquedos confeccionados por elas mesmas. Nesta época as brincadeiras juntavam-se com o trabalho, pois desde muito cedo trabalhavam na roça com os pais e irmãos. Aos domingos o divertimento era ir na Igreja pela manhã e a tarde juntar-se com as irmãs para bordar, atividade que Adelina gostava e fazia muito bem, e que até hoje os filhos ainda têm algo bordado por ela.

 

Durante parte de sua adolescência foi morar com sua irmã mais velha, Maria Fontana, no município de Jacinto Machado, onde lá ajudava cuidar dos primos pequenos. Como na época a educação, ou melhor, frequentar a escola não era prioridade, e nem coisas para meninas ela estudou somente até a 2º série.

Aos vinte anos conheceu Modesto Vefago, nascido no ano de 1936, na comunidade de Boa Vistinha, município de Turvo, filho de José Vefago e Maria Zanette Vefago, onde criavam porcos para vender, tinham vacas de leite, um engenho onde faziam açúcar e melado, plantavam tudo o que consumiam, inclusive, trigo. Adelina contava que era um moço muito bonito, que tinha um belo cavalo de cor pinhão, onde se encantou na primeira vez que o viu, em uma festa de São Donato em Morro do Ermo. Namorava em casa e quando ia aos jogos de futebol no campo do Botafogo de Ermo, porque Modesto gostava muito de jogar futebol. Por ter um pai bastante severo não podia ir para as domingueiras, por isso nunca aprendeu a dançar, algo que ela lembrava com tristeza.

 

Casaram-se em junho de 1960 na Matriz Santo Antonio de Pádua de Sombrio. Como costume da época a cerimônia aconteceu durante o dia. Para bater fotos tiveram que ir a pé até o foto Maggi. A boda foi na casa do noivo, tendo como prato principal macarrão caseiro e galinha, e a tarde o tradicional café com mistura feita em casa. Moraram durante um ano junto com a sogra (Maria Zanette e José Vefago), onde fazia praticamente todas as atividades da casa, além de ir para roça. Depois deste tempo construíram uma casa no pátio ao lado. Os filhos Neiva, Deonilde, Eliane, José Antonio, Volmi Afonso e Cleusa e Claudia, foram chegando um a cada ano, a labuta era grande, mas era superado com muito AMOR e muita FÉ. Nem todos estudaram, porque tudo era muito difícil. A Neiva o pai levava de carroça para estudar, com certeza fizeram a parte deles.

 

No começo tudo foi muito difícil, pois a primeira filha aos quatro meses contraiu a paralisia infantil, onde atingiu suas pernas. Como moravam no interior as dificuldades eram maiores, hospitais, médicos e outros recursos eram tudo muito distantes, mas com amor de pai e mãe tudo se supera. Modesto e Adelina sempre lembravam com gratidão todo o apoio, nas horas de dificuldades, que o seu cunhado Antonio Simon muito lhes dava, dizia ela que ele foi um segundo pai.

A sobrevivência da família era proveniente da agricultura, onde plantavam e colhiam quase tudo o que precisavam.

 

As filhas contam que a mãe dizia: “fica quietinha e olha para a lua cheia e veja Nossa Senhora rezando”. Até elas olham para lua e realmente vem Nossa Senhora. Como não era muito prendada na cozinha, sempre pedia as filhas para fazerem cavaquinho, rosquinha de polvilho e outras misturas. Adelina teve pouco estudo, mas gostava de escrever e quando alguém vinha para cidade mandava um bilhete, dizendo algumas coisas, às vezes tristes e outras alegres. Adelina, sempre que estava com dor de cabeça usava um lenço que guardava de sua mãe, Ana. Dizia que a dor passava

 

Adelina sempre foi muito quieta, de pouca conversa. Tinha algo que gostava muito de fazer, que era visitar sua irmã Zefira (mana como chamava), por ser a mais próxima.  Tinha um bom relacionamento com os vizinhos e muito querida pela comunidade, principalmente pelas crianças. Modesto, muito espiritualizado e trabalhador, como diversão gostava andar a cavalo, de futebol e de cantar com os amigos e seus irmãos. Muito dedicado com seus pais, tanto que cuidou dos 2 enquanto estavam doentes.

 

Adelina, viveu 70 anos de dedicação à família, e apaixonada pelos netos e netas. Infelizmente uma doença sem cura, afastou-a de seus familiares, vindo a falecer em 18 de fevereiro de 2009, mesmo da doença nunca reclamava de nada, tudo estava sempre bom. Tudo o que herdamos, educação, caráter, religiosidade, e mesmo alguns hectares de terra, foi fruto da dedicação, trabalho e sabedoria de nossos pais, que com certeza fizeram tudo o que era possível, por isso a nossa eterna gratidão à eles.

Álbum de Família